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O Morango de Canidelo

Muitas são as opiniões sobre o novo Morango na rotunda de acesso à freguesia onde o Cantinho das Aromáticas está cultivado. EU GOSTO!!! 

Refere o site da junta de freguesia o seguinte: "Documentos de 1759, referem que Canidelo produzia milho, trigo, cebolinho e repolhos. Em tempos mais recuados devia cultivar, sobremodo, centeio, milho e cevadinha. Actualmente, além dessas culturas, são de desta­car, a batata, algum vinho morangueiro e variadas hortaliças; os morangos foram também uma cultura de vulto e, no século passado, muito apreciados nos arredores e na cidade do Porto, onde vendedeiras, vestidas com trajes regionais, os levavam em belas canastras".

 Brasão de Canidelo. Escudo de prata, aspa de vermelho, ou cruz de Santo André, acompanhada em chefe de uma espiga de milho de ouro, folheada de verdes e nos flancos, de um morango vermelho com pedúnculo de verde, pé ondeado de três tiras a azul, prata e verde, coroa mural de prata, três torres, listel branco com a legenda a negro em maiúsculas: CANIDELO - VILA NOVA DE GAIA

 A fazer lembrar uma escultura de Claes Oldenburg!!!

 As sementes em grande detalhe!!! Como uma espécie de lição de botânica!!!

 Morangos silvestres cultivados em redor do irmão gigante!!!

 Gosto muito!!!

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Realidade ou ficção?!

Quem já teve o privilégio de visitar este magnifico projecto?! O Eden Project é um dos mais incríveis jardins que visitei até hoje, em Inglaterra, numa pedreira de caulino desactivada!!!Vale a pena a visita.













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Reportagem no Jardim Botânico da Ajuda

Foi um prazer estar em directo na RTP com o JBA, instituição com a qual colaboro de forma regular há muitos, muitos anos, seguindo a entrevista da Serenella à simpática e extrovertida Directora, Engª Dalila Espírito Santo, que enviou um piropo no ar que me fez mudar de cor...

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Aproveitamento da água da chuva

Cada vez mais água da chuva se perde, escorrendo, à medida que vamos tornando os sítios onde vivemos mais impermeáveis. E afinal poder aproveitar, nem que seja uma pequena parte, é demasiado simples. Deixo-vos um exercício matemático para compreenderem os milhões de litros de água que escorrem para o mar, sem ser aproveitados, e o habitual vídeo com algumas soluções prácticas para o problema.

O que significa dizer que a previsão de chuva de um determinado mês numa determinada cidade será de cerca de 1200 mm (milímetros)? A quantidade de chuva é medida em relação ao metro quadrado. Assim possivelmente teremos 1200 mm de altura de água num quadrado de um metro quadrado. Quanto dá isso em litros?

Convertendo a altura para metros temos 1200 mm = 1,2 metros;
Volume = área da base x altura
Assim, temos:
Volume = 1 m2 x 1,2 m
Volume = 1,2 m3 (metros cúbicos)
Se 1 metro cúbico = 1000 litros
Volume = 1,2 x 1000 = 1200 litros

Isto significa que para cada metro quadrado da cidade, houve uma precipitação total de 1200 litros de água ao longo de todo o mês. E quanta desta água não PAGÁMOS para regar o nosso jardim?!!! Temos que começar a mudar rapidamente a nossa atitude em relação à água, é demasiado preciosa para se desperdiçar assim.


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Xerojardinagem e Xerojardim

Hoje, o planeta está a enfrentar um grave problema de abastecimento de água em várias zonas urbanas. O crescimento da população coloca uma pressão cada vez maior sobre os recursos hídricos disponíveis. A procura crescente de água resulta em escassez e restrições sobre a sua utilização em jardins. Períodos de chuvas limitados tornam o problema pior. Recentemente, nalgumas áreas densamente povoadas, problemas de abastecimento de água têm ocorrido até mesmo durante os períodos normais de precipitação.

A xerojardinagem desenvolveu-se nos Estados Unidos (Xeriscape) em princípios dos anos 80. Após as graves secas que sofreram nos anos 70 no Oeste dos Estados Unidos, sobretudo na Califórnia e Colorado, houve a necessidade de construir jardins de baixo consumo de água. Novos princípios de desenho e concepção do jardim, aquilo que hoje conhecemos por xerojardinagem. Em Espanha teve uma grande difusão na década de 90, influenciado por outra forte seca que afectou grande parte da Península durante esse tempo.

Em 1986 criou-se nos EUA o National Xeriscape Council, organização não lucrativa, que estabeleceu a marca comercial Xeriscape TM. Com o tempo, o conceito de Xeriscape estendeu-se a todo o país, inclusive aos estados com elevada pluviosidade, como a Geórgia. Os problemas começaram a fazer-se sentir durante a década de 80, quando a imigração nos EUA atingiu o seu pico. Muitos destes imigrantes instalaram-se na Georgia, Florida, a maioria em zonas urbanas. As necessidades de água per capita quadruplicaram nos últimos 25 anos. A maior parte é consumida durante os meses de Verão, principalmente na rega de relvados e jardins privados.

Em Março 1993 deixou de existir o NXC. No entanto, os objectivos iniciais da sociedade foram integralmente cumpridos: a xerojardinagem evoluiu de tal forma que a sua prática e filosofia são hoje largamente utilizadas nos EUA. O serviço de extensão agrária da Universidade do Texas, é actualmente responsável pela xerojardinagem. A designação "xeriscape" é já de domínio público.

A aplicação das técnicas de xerojardinagem estendeu-se a mais de 40 estados e prevê-se que passe a ser norma pública. Existem mais de 100 programas educativos baseados na xerojardinagem e os serviços municipais de jardinagem e de extensão agrária adoptaram os seus princípios.

A ideia principal neste tipo de jardins é fazer uso racional da água de rega, evitando a todo o momento o desperdício, sobretudo em climas mediterrânicos ou subdesérticos. O baixo fornecimento de água não é o único objectivo. Também tem um sentido ecológico e defende a baixa manutenção, por exemplo, tentar limitar a utilização constante de produtos fitossanitários, o menor uso de maquinaria com gasto de combustível, a compostagem, etc. Está demonstrado que um jardim desenhado e mantido com critérios de uso eficiente da água pode consumir apenas uma quarta parte da água de rega que se gasta num jardim convencional. Se existem problemas de escassez de água, se é de má qualidade ou simplesmente se pretende um jardim com baixas necessidades de rega, devem ser tidos em conta diversos aspectos:

Um xerojardim não é um lugar cheio de cactos ou de aspecto seco, sem relvado, dominado por cores escuras. Qualquer tipo de planta, plantada no local correcto, seguindo um esquema de manutenção correcto, pode ser utilizada. A xerojardinagem baseia-se no uso eficiente da água. A maioria das espécies autóctones é, de forma natural, eficientes. Aprender sobre a paisagem natural que nos rodeia é a chave;

A maioria dos nossos jardins históricos, admirados pela sua beleza, tem um pouco de xerojardins: uma grande quantidade de árvores e arbustos, área pequena de relvado utilizando de forma geral, espécies pouco exigentes em água. Pelo contrário, os "novos" jardins, com amplas superfícies de relvado e poucas árvores e arbustos, tem consumos de água muito mais elevados.

O National Xeriscape Council estabeleceu 7 princípios fundamentais da xerojardinagem:
  1. Planificação e desenho adequados;
  2. Análises do solo;
  3. Selecção adequada de plantas;
  4. Zonas de relvado práticas;
  5. Sistemas eficientes de rega;
  6. Uso de mulching ou coberturas de solo;
  7. Manutenção adequada.

Cada uma destas etapas é uma boa prática jardinagem. Porém, se forem implementadas em conjunto, o uso da água será mais eficiente. A redução no consumo pode ser drástica, sem sacrificar a qualidade e beleza do espaço. Qualquer jardim, estabelecido ou recém-instalado, pode ser mais eficiente através da aplicação de um ou mais dos 7 passos. Não é necessário redesenhar totalmente o espaço para economizar água. Poupanças significativas podem fazer-se simplesmente alterando o sistema de rega, utilizando métodos mais eficientes e aprender sobre as diferentes necessidades de água das suas plantas. Muitas vezes basta redesenhar ligeiramente o jardim para o converter.

Infelizmente na jardinagem actual a introdução de espécies exóticas é considerada por vezes sinal de status social. Talvez com esta nova mentalidade, mais futurista, possamos mudar mentalidades, a começar pela do nosso vizinho!!!

Ainda que pareça um paradoxo, um xerojardim pode ser um local mais rico em vida, com menor dispêndio de água. Deve ter-se em conta que um xerojardim deve conter uma elevada diversidade de plantas e ambientes (copas de árvores, arbustos, rochas, plantas aromáticas, plantas tapizantes, coberturas inorgânicas, extremamente atraentes para a vida selvagem. Além disso, normalmente as espécies autóctones proporcionam alimento e refúgio a um maior número de espécies, entre elas aves e insectos úteis.





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Amigos da terra

De forma a diminuir as emissões de CO2 e ajudar a estabilizar o nosso clima, os jardineiros devem ver a sua actividade como mais uma força amiga do ambiente. Podemos começar por transformar relvados em jardins produtivos.

Quando toca a enfrentar os novos desafios ambientais, como reduzir a pegada de carbono e combater as alterações climáticas induzidas pelo homem, nós amantes dos jardins e do cultivo somos uma força a ter em conta. Convém no entanto não esquecer que a actividade não é tão amiga do ambiente como muitos supõem. Este tipo de pensamento, corrente, até mesmo em conferências organizadas sobre o tema, simplesmente não corresponde à verdade. Muitas actividades de manutenção e produtos utilizados em jardinagem estão longe de ser amigos do ambiente.
Quase todas as discussões em torno da jardinagem e da forma como as alterações climáticas a condicionam, parecem concentrar-se na 'adaptação a...'. Muitas pessoas me dizem, com alguma alegria, que qualquer dia poderão estar a cultivar e produzir plantas tropicais ao ar livre, em Trás-os-Montes, graças às alterações climáticas.
Em vez de me resignar em relação a esta questão, prefiro fazer alguma coisa agora para ajudar a travar o aquecimento global, reduzindo as emissões de CO2. Precisámos de ‘abrandar’ os nossos jardins. Os combustíveis utilizados para aquecer as estufas de produção de plantas ornamentais, nas máquinas de cortar a relva ou nos automóveis, em direcção ao horto, a energia utilizada para produzir, embalar, promover e transportar fertilizantes, pesticidas, máquinas e acessórios, tudo somado, e torna-se bem claro que esta actividade tem uma considerável pegada de carbono.
A ideia fantasiosa de que, simplesmente porque estamos a cultivar, reduzimos ou cancelamos o CO2 auto-produzido, é falsa. Mas cultivar é o que mais gostamos e, associado ao cultivo, há uma actividade que, além de ajudar no corte de emissões, garantidamente beneficia o planeta e as pessoas, em qualquer sítio: Produzir os seus próprios alimentos. Ao fazê-lo, criámos muitos benefícios, ambientais e sociais. Imediatamente eliminámos várias etapas numa longa cadeia que gasta energia de forma intensiva. Os alimentos viajam apenas alguns metros, não quilómetros, a embalagem não existe, o desperdício também não. As viagens de automóvel ao supermercado para comprar alimentos são reduzidas. Consumir frutas e legumes colhidos no momento certo é muito mais saudável, logo ficámos menos susceptíveis de necessitar de cuidados médicos intensivos. Pouco me espanta por isso que muitos trabalhos de investigação demonstrem que os que cultivam e produzem de forma biológica (orgânica) tenham uma pegada de carbono 1/3 inferior à média nacional de muitos países na Europa, atingida em parte pelo facto de produzirem os seus próprios alimentos.
Cultive a sua própria horta, é uma tentativa séria de viver de forma mais equilibrada no planeta. E os benefícios de o fazer não acabam no portão do seu jardim. Estará a contribuir para a redução efectiva de CO2 libertada na atmosfera, ao reduzir toda uma cadeia de produção intensiva. Ao cultivar os meus alimentos, estou a cultivar resiliência. Mas a forma como os produzo é tão importante como os próprios alimentos.
Como jardineiro que produz de forma biológica (orgânica), vejo a natureza como um aliado, nunca um adversário. De forma a libertar a nossa força colectiva, todos devemos começar a cultivar desta forma. As alterações no planeta são demasiado evidentes para eternizarmos as discussões ‘biológico vs químico’. Jardinagem e ambiente são questões diferentes.
Quem assim cultiva, está numa posição privilegiada para tomar acções reais e positivas de forma a aliviar alguma da pressão ambiental que sofremos. Mas devemos assumir uma posição crítica em relação à nossa actividade e questionar: somos nós e os nossos jardins realmente amigos da terra?

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Novo look do Portal do Jardim

O Portal do Jardim surge agora com uma roupagem nova, facilitando ainda mais o contacto com os leitores, assumindo-se como uma ponte para as mais diversas áreas deste complexo e fascinante mundo dos jardins!!! Sem dúvida, uma das ferramentas mais importantes ao alcance de todos os amantes da jardinagem.
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Cuidados no jardim antes das férias 2008

Ahh, que alegria, estar no mesmo estúdio que esse mito vivo, Júlio Isidro, muito bem acompanhado por Serenela Andrade. De facto, cresci, como todos da minha geração, a ver este senhor nos ecrãs. E como está bem conservado!!!
Foi óptimo poder passar conselhos para os jardins na companhia destes dois. Ora aqui fica:

No jardim

  • Aplicar um adubo orgânico de cobertura no relvado e horta;
  • Podar as trepadeiras;
  • Remover excesso de frutos das árvores e hortícolas;
  • Cortar folhas à volta dos frutos ou cachos para que apanhem mais sol e fiquem mais doces;
  • Controlar ervas daninhas antes que produzam sementes;
  • Transplantar plantas para vasos maiores;
  • Tratar as pragas e doenças com os produtos mais adequados;
  • Colocar armadilhas nas árvores de fruto para controlo de pragas;
  • Remover as flores velhas das plantas;
  • Verificar o sistema de rega;
  • Podar as sebes;
  • Propagar novas plantas;
  • Regar nas horas mais frescas, sem salpicar;
  • Remexer a pilha de compostagem e mantê-la húmida;
  • Começar colheita e armazenamento de sementes.

Plantas de interior

  • Aplicar gel de água;
  • Remover folhas secas;
  • Proteger da luz solar directa;
  • Aplicar adubo de orgânico;
  • Propagar plantas.


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Jardins Biológicos

Tenho andado um pouco arredado da publicação dos vídeos da Praça pois são bastante trabalhosos, mas finalmente aqui está o de 11 de Abril que foi dedicado ao tema jardins biológicos. Ficam aqui alguns dos tópicos explorados:

Porquê a Jardinagem Biológica?
  • A abordagem biológica dos jardins reconhece que todos os seres vivos dependem uns dos outros, desde as pragas ao solo até às flores e à vida selvagem, todos estão inter-relacionados, mesmo nós.
  • Somos responsáveis pela forma como tratámos o solo e o ambiente, pois devemos salvaguardá-los para as futuras gerações.

Algumas Técnicas

  • Nutra o seu solo com composto caseiro:
  • A compostagem é um processo relativamente simples que permite a reciclagem da matéria orgânica que sobra da manutenção do jardim;
  • Permite também a reciclagem de materiais orgânicos não cozinhados que sobram no dia-a-dia (cascas de fruta, restos de legumes, cascas de ovos, etc);
  • Evite a utilização de fertilizantes de síntese;

Encoraje a presença de vida selvagem no seu jardim

  • Coloque caixas ou pilhas de folhas, restos de podas ou simplesmente deixe algumas ervas altas, de forma a que as formas de vida hibernantes se possam refugiar na época mais desfavorável;
  • Nem todos os insectos são pragas, muitos são auxiliares na medida em que se alimentam de outros insectos nocivos;
  • O objectivo da jardinagem biológica não é eliminar todas as pragas, mas promover o equilíbrio; As joaninhas precisam de pulgões para sobreviver!!!
  • Se possível, instale um pequeno lago ou bebedouro para a vida selvagem, de forma a atrair sapos, rãs, pássaros e morcegos;

Promova a biodiversidade florística

  • Plantando calêndulas, funcho, tomilhos e muitas outras plantas aromáticas promove uma elevada presença de organismos auxiliares;
  • Instale sebes de plantas sempre-verdes para que os pássaros se possam abrigar e nidificar;
  • Instale arbustos ou árvores produtores de frutos ou bagas comestíveis;
  • Plantação de trepadeiras nos muros confinantes com as casas vizinhas;
  • Utilização de plantas tolerantes ao vento e resistentes à secura;

Instale uma horta – Produza alguns dos seus próprios alimentos

  • Construção de canteiros elevados, aproveitando mesmo os pequenos recantos;
  • Instalação de um sistema de rega localizada;
  • Instalação de canteiros elevados sobre a superfície de betão;

Recolha e conserve água da chuva

  • Utilizando recipientes junto a caleiras, etc


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Jardim de plantas aromáticas para crianças

Ideias e conselhos

Não existe melhor forma de apresentar plantas e as suas propriedades às crianças do que lhes proporcionar o seu próprio jardim de plantas aromáticas. Numa área de cerca de 20 metros quadrados, com forma circular ou quadrada, podemos subdividir em pequenos canteiros organizando a plantação em maciços de diferentes espécies, de acordo com o seu porte e cor de folhagem ou floração. Este espaço deve estar sempre num local com boa exposição solar. É fantástico poder observar a rápida associação dos aromas a produtos alimentares (guloseimas, frutos), cosméticos (perfumes, colónias) e até farmacêuticos (xaropes, cremes).
Além disso, rapidamente se pode despertar uma maior atenção e consciência para a diversidade e qualidade da dieta alimentar, composta por mais sabores e até menos sal.
Não se esqueça que as crianças colocam frequentemente as mãos sujas na boca e mastigam mesmo pedaços de plantas, convém por isso ter cuidado na selecção de espécies totalmente seguras.

Plantas mais indicadas:

Agastache – Agastache foeniculum
Alecrim – Rosmarinus officinalis
Alfazema – Lavandula angustifolia
Camomila – Chamomilla recutita
Coentros – Coriandrum sativum
Erva-cidreira – Melissa officinalis
Erva-dos-gatos – Nepeta cataria
Funcho – Foeniculum vulgare
Hortelãs – Mentha sp.
Limonete – Aloysia triphylla
Manjericão – Ocimum basilicum
Manjerona – Origanum majorana
Orégãos – Origanum vulgare
Salsa – Petroselinum crispum
Salva – Salvia officinalis
Tomilhos – Thymus sp.

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Plantas Aromáticas na Jardinagem Biológica

Sabia que pode ter um jardim ou uma horta livre de pragas ou doenças sem ter que utilizar os pesticidas convencionais de síntese?
Uma boa forma de começar passa pela escolha e plantação de algumas espécies de plantas que atraem determinado tipo de insectos, chamados predadores, que por sua vez se alimentam de outros insectos, que normalmente causam estragos. A hortelã-pimenta, a calêndula, os loendros e os sabugueiros atraem as joaninhas, que são terríveis predadores do piolho ou afídeo verde. Um só exemplar pode devorar centenas destes nefastos insectos. Considere-se privilegiado se ocorrerem joaninhas no seu jardim, pois estas são como que uma espécie de exército aliado que combate os inimigos das plantas.
Outras plantas, como o funcho, as alfazemas, as heras e até as silvas possuem o mesmo efeito de atracção sobre outros insectos predadores.
Existem também plantas que têm acção atraente ou repelente sobre determinadas pragas, como a saponária, que repele caracóis e lesmas, o tomilho-vulgar, que plantado na horta ou jardim, repele a lagarta da couve, o cravo-túnico e as chagas, que repelem a mosca-branca. Todas elas contribuem para a limitação natural destas pragas, sem que tenhamos de recorrer a pesticidas que são nocivos para a saúde e para o meio ambiente.
Outro factor importante a ter em conta é a fertilidade do solo. A maior parte das pessoas não sabe qual a composição em termos nutritivos do solo do seu jardim, embora continue a aplicar adubos e correctivos “a olho”. É muito importante analisar o solo pois este é a base nutritiva onde as plantas vão recolher o que necessitam para sobreviver. Quanto mais equilibrado estiver um solo em termos nutritivos, mais saudáveis serão as plantas instaladas e, por consequência, mais resistentes a pragas e doenças. Procure analisar o solo do seu jardim e, quando necessário, aplicar adubos orgânicos em vez dos tradicionais adubos químicos de síntese. Os adubos orgânicos contribuem para a manutenção da fertilidade do solo a longo prazo, além disso ajudam a preservar a água.
Um dos melhores adubos que pode preparar de forma caseira é aproveitando 1 quilo de urtigas frescas, triturar, misturar com 9 litros de água num recipiente não metálico, deixar 15 dias de molho e depois coar e armazenar. Poderá diluir este preparado em água, numa razão 50/50 e aplicar sobre as plantas. O resultado é fantástico.
Quando as pragas ou doenças se instalam, causando estragos, existem formas de as combater, mais uma vez, sem recorrer aos pesticidas de síntese. A utilização do sabão de potássio diluído em água para combater insectos apresenta normalmente óptimos resultados e o alho diluído em água é um excelente anti-fúngico. O enxofre pode ser polvilhado para combater o aranhiço-vermelho nas plantas atacadas.
Por último, respeite e favoreça a permanência de aves, répteis e alguns mamíferos, como o ouriço-cacheiro, sendo este uma forma natural de limitar a população de caracóis e lesmas, sendo que na maior parte dos casos todos contribuem para o equilíbrio imprescindível, necessário para a existência de vida na Terra.

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