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Certificado em modo de produção biológico 2018 - 2019

O Cantinho das Aromáticas está certificado pela Ecocert Portugal para o modo de produção biológico, desde 2005. 

Todas as plantas que comercializamos em vaso para o consumidor final, em alvéolo para novos agricultores e empresas de jardinagem, bem como todas as nossas infusões, tisanas e condimentos, são produzidos em agricultura biológica. 

14 anos consecutivos a praticar agroecologia, sem sair da cidade, num projeto singular, que conseguiu criar uma relação incrível com os cidadãos, na medida em que cada um de vocês nos pode visitar, sentindo, experienciando e até participando em todo o trabalho que aqui desenvolvemos.

Muito obrigado a todos os que elegem os nossos produtos. 

Este certificado é um de muitos compromissos que assumimos, na procura diária de conseguir produzir as melhores plantas aromáticas para as melhores experiências sensoriais.

https://www.cantinhodasaromaticas.pt/certificados-e-licencas/

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Certificado em modo de produção biológico 2017

O Cantinho das Aromáticas está certificado pela Ecocert Portugal para o modo de produção biológico, desde 2005. 

Todas as plantas que comercializamos em vaso para o consumidor final, em alvéolo para novos agricultores e empresas de jardinagem, bem como todas as nossas infusões, tisanas e condimentos, são produzidos em agricultura biológica. 

12 anos consecutivos a praticar agroecologia, sem sair da cidade, num projeto singular, que conseguiu criar uma relação incrível com os cidadãos, na medida em que cada um de vocês nos pode visitar, sentindo, experienciando e até participando em todo o trabalho que aqui desenvolvemos.

Muito obrigado a todos os que elegem os nossos produtos. 

Este certificado é um de muitos compromissos que assumimos, na procura diária de conseguir produzir as melhores plantas aromáticas para as melhores experiências sensoriais.

http://www.cantinhodasaromaticas.pt/

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15º aniversário do Cantinho das Aromáticas

Durante 2017, o Cantinho das Aromáticas celebra o seu 15º aniversário.

Quinze anos de agricultura biológica urbana, produzindo algumas das melhores infusões, tisanas e condimentos do mundo, produtos várias vezes premiados nacional e internacionalmente.

Para dar continuidade ao projecto, precisamos que nos visitem cada vez mais, que consumam regularmente os nossos produtos e que a comunidade que nos rodeia esteja cada vez mais envolvida na nossa actividade regular.

Participar deste maravilhoso projecto é simples, basta que usem uma das nossas infusões para fazerem o vosso herbal tea break ou um dos nossos condimentos para obter os melhores e mais saudáveis petiscos!!!

Precisamos também de uma dose enorme de carinho para toda a maravilhosa equipa que trabalha nesta Quinta, todos os dias.

Contamos com todos para nos ajudarem nos próximos 15 anos!!! Muito obrigado!!!

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A agricultura biológica portuguesa no contexto europeu e mundial

Foi publicada a obra “The World of Organic Agriculture – Statistics and emerging Trends 2017”, da responsabilidade do Research Institute Research Institute of Organic Agriculture (FiBL) e o IFOAM – Organics International, coligindo dados de 179 países de modo a abordar a evolução da agricultura biológica a nível continental e mundial.

No caso de Portugal, foi utilizada a informação transmitida ao EUROSTAT pela DGADR.

Segundo esta publicação, Portugal é o 15.º país europeu com mais área em agricultura biológica (7.º se considerarmos apenas as culturas permanentes), tendo sido o 9.º país europeu em que essa área registou o maior crescimento entre 2014 e 2015.

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O mundo ao contrário...



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Biológicos devem ser aconselhados a grávidas e crianças, sugere estudo do Parlamento Europeu

Mais devagar do que seria desejável, a agricultura biológica vai-se impondo na sociedade, um pouco por todo o mundo, em países ricos e pobres.

Lamentamos profundamente que ao serviço da ciência (e também da pseudo-ciência), cheguem a público catadupas de estudos e mais estudos sobre os benefícios e as contra-indicações das várias práticas agrícolas...

É altura de imperar o bom senso. Toda a produção agrícola PODE ser feita sem o recurso a adubos e pesticidas de síntese, sem a utilização de organismos geneticamente modificados. TODA.

É verdadeiramente falacioso afirmar que produzir sem o recurso a pesticidas perigosos pode trazer fome, quando são precisamente estes venenos tóxicos que estão na base do enorme desastre ambiental que estamos a atravessar, que trará muito mais do que fome. 

A provar este facto, com muito maior impacto do que todos os estudos científicos, publicados ao ritmo do desenrolar de um rolo de papel higiénico, a quantidade crescente de agricultores biológicos profissionais do mundo inteiro que todos os dias enviam os seus produtos para os mercados.

Todos temos o direito e o dever de consumir produtos alimentares isentos de toxinas, que foram produzidos seguindo os princípios da agroecologia, mesmo que os estudos apontem que talvez seja melhor começar pelas grávidas e crianças.

Não deixa de ser irónico que o estudo publicado pelo parlamento europeu aponte grávidas e crianças como os primeiros na linha da transição para o consumo de alimentos de agricultura biológica.

A mesma prioridade é atribuída quando um navio se está a afundar!!!

Neste caso o navio é o modelo de agro-indústria actual, que não tem mais condições para "navegar", de velho, poluente e totalmente ineficiente a médio/longo prazo, por funcionar apenas pelo dinheiro, de corporações para consumidores e não de pessoas para pessoas.

Um agricultor biológico profissional sabe que não bastará deixar apenas de utilizar aquela lista de adubos, pesticidas ou sementes.

É preciso muito mais.

Os países devem voltar a chamar a si a soberania alimentar, promovendo e estimulando o investimento neste sector.

As explorações agrícolas tem que ser dimensionadas para estarem cada vez mais próximas dos consumidores, reduzindo drasticamente a pegada da distribuição.

A produção tem que servir para alimentar cada vez mais seres humanos e cada vez menos animais.

O desperdício alimentar tem que ser regulado com urgência e alvo de políticas de estímulo da economia circular, promovendo a sua reutilização.

O preço dos produtos agrícolas deve reflectir o seu custo real e não pode continuar a ser alvo de especulação.

As pessoas tem que regressar à agricultura e torná-la de novo numa actividade mais humana e dignificante.

Não valerá de muito dar de comer produtos de agricultura biológica a grávidas e crianças se toda a produção mundial de alimentos continuar a fazer-se como se faz actualmente...

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Porto sem herbicidas

O Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, com um excelente exemplo de como podem os municípios dar pequenos grandes passos no necessário caminho da criação de condições de vida mais sustentáveis no nosso planeta.

Desde Março do ano passado que não são utilizados pelo município quaisquer tipo de herbicidas químicos para o controlo de plantas invasoras. Seguir este link para ler a notícia.

http://www.porto.pt/noticias/camara-do-porto-muda-praticas-de-anos-em-defesa-da-saude-publica

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Associação para a Manutenção da Agricultura de Proximidade

Conhece o agricultor que produz a maioria dos seus alimentos?

Conhece a forma como os seus alimentos são produzidos?

O Cantinho das Aromáticas pretende fazer parte da rede nacional das AMAP – Associações para a Manutenção da Agricultura de Proximidade (também conhecido pela sigla em inglês, CSA – Community Supported Agriculture). 

Este modelo assenta numa parceria directa, baseada na relação humana, entre um grupo de consumidores e um ou mais produtores agrícolas, onde os riscos, responsabilidades e recompensas inerentes à actividade agrícola são partilhados entre todos, através de um compromisso de longo prazo.

Pretende-se reinventar a relação entre consumidores e produtores através da criação de sistemas alimentares socialmente responsáveis, economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis.

O objectivo será que todos os aderentes da AMAP de Vila Nova de Gaia possam reservar previamente junto dos agricultores associados, o seu cabaz de legumes, frutas e cogumelos.

Todos os agricultores associados são certificados em modo de produção biológico.

A partir de Abril, aos Sábados, estes cabazes podem ser recolhidos no Cantinho das Aromáticas, numa verdadeira ligação entre o agricultor e o consumidor.

Para tal, organizaremos uma apresentação pública da AMAP de Vila Nova de Gaia, no próximo dia 12 de Março de 2016, às 15,30 horas, no Cantinho das Aromáticas.

Estarão presentes os agricultores aderentes e serão explicados os requisitos de adesão, bem como as regras e os preços dos cabazes.

A inscrição no evento é gratuita, mas obrigatória. Poderão inscrever-se, enviando um mail para geral@cantinhodasaromaticas.pt ou por telefone para 227710301.

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O glifosato e a medicina em Portugal - Somos aquilo que comemos

Cada vez mais médicos portugueses aconselham os seus pacientes a apostarem numa alimentação saudável, consumindo produtos de agricultura biológica, como forma de prevenção e combate a um sem número de patologias. 

Porquê esta aposta súbita no biológico?!

Partilho convosco um excerto do editorial da Revista Ordem dos Médicos nº 161 (julho/agosto 2015) assinado pelo Dr. José Manuel Silva, atual bastonário:

"Efectivamente, a sustentabilidade do planeta Terra e as doenças ligadas ao meio ambiente são o grande desafio vital e ético da humanidade e da medicina. Poderiam ser dados muitos exemplos. Um dos milhares possíveis é o glifosato, vulgo Roundup, um dos seus nomes comerciais, um herbicida usado de forma sistemática e generalizada na agricultura e nas cidades e o mais utilizado em Portugal.

Na última década a aplicação de glifosato em Portugal aumentou cerca de 50%, com 1400 toneladas usadas só em 2010. Ao todo, no mundo, consomem-se mais de 130 milhões de toneladas por ano.

O resultado é que o glifosato já é detetado em análises de rotina aos alimentos, ao ar, à água da chuva e dos rios, à urina, ao sangue e até ao leite materno. A sua presença é de tal modo generalizada que os limites legais foram artificialmente “aliviados” para que pudesse continuar a ser usado, com sérios riscos potenciais e cumulativos para a saúde humana. 

Na União Europeia, em 1999, o limite máximo admissível para o glifosato na soja subiu 200 vezes (de 0,1 para 20 mg/kg) e, em 2013, o governo americano também alargou a tolerância para dezenas de alimentos. Outros países, e até o Codex Alimentarius, têm feito o mesmo.

Não esquecer que os produtos e sementes de plantas transgénicas desenvolvidas para resistirem ao glifosato podem transportar maiores concentrações deste tóxico, que é usado mais liberalmente nestas circunstâncias para matar as plantas ‘daninhas’...

Artigos recentes demonstram a associação epidemiológica e a plausibilidade biológica do glifosato como factor potencialmente na génese do aumento da incidência de doença celíaca, infertilidade, malformações congénitas, doença renal, autismo e outras patologias (Interdiscip Toxicol, 2013; 6 (4): 159-84 // Int J Environ Res Public Health, 2014; 11: 2125- 147 // Surg Neurol Int, 2015; 6: 45).

A mortalidade na intoxicação aguda varia entre 3,2 e 29,3%, essencialmente por doença pulmonar e/ou renal. Os vários mecanismos patológicos de ação do glifosato são bem conhecidos, e vão das alterações da flora intestinal à disrupção do citocromo P450, deficiências vitamínicas, quelação de metais, deficiência em molibdénio e selénio, etc..

Uma preocupação adicional é o facto da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC) ter anunciado, em março deste ano, a sua nova classificação para o glifosato, que passou a ser um “carcinogénio provável”.

A IARC é a maior autoridade mundial no que toca ao cancro e esta decisão foi tomada por unanimidade entre os 17 especialistas do painel liderado pelo Dr. Aaron Blair, um geneticista que durante 30 anos dirigiu a unidade de neoplasias profissionais do Instituto Nacional do Cancro americano. 

A IARC avaliou em 1ª mão toda a investigação científica publicada até à data nesta área, nomeadamente em termos epidemiológicos. A razão pela qual não foi atribuída a classificação de ‘carcinogénio demonstrado em humanos’ foi a evidência limitada dos estudos epidemiológicos, particularmente complexos.

Três desses estudos mostram uma relação entre exposição de agricultores ao glifosato e Linfoma não Hodgkin (LNH), cuja incidência muito tem aumentado nos últimos 30 anos, enquanto que 1/4 aponta para o mieloma múltiplo mas não encontra ligação com LNH. Embora as avaliações em humanos não sejam, segundo a IARC, claramente incriminadoras (como aconteceu, numa fase inicial, com tantos tóxicos), elas são altamente preocupantes. 

A demonstração dessa associação não é simples porque existe um hiato de anos - às vezes, dezenas de anos - entre a exposição a um agente carcinogénico e o aparecimento do ‘respetivo’ cancro.

Como se tudo isto já não bastasse, dois aspetos adicionais levam a crer que o parecer do IARC poderá estar a pecar por defeito. O 1º refere-se ao facto de que as avaliações se têm focado essencialmente no princípio ativo - o glifosato propriamente dito - muito embora a formulação comercial contenha outros compostos químicos. 

Investigação consistente aponta para que uma fatia significativa da toxicidade total dos pesticidas possa ser atribuída a esses adjuvantes (BioMed Research International. Vol 2014, Article ID 179691). Apesar da sua benigna reputação, o Roundup está entre os mais tóxicos herbicidas atualmente em uso na União Europeia.

Além disso, o ser humano está exposto simultaneamente a compostos químicos de múltiplas origens e que podem interagir de modo sinérgico.

Alguns exemplos são bem conhecidos em toxicologia: o tetracloreto de carbono e o etanol, em conjunto, têm um impacto bem mais devastador no fígado do que o da sua soma medida em momentos separados. Mas mesmo que o efeito seja apenas aditivo, sem sinergia, nada disso é considerado aquando da avaliação de risco, das aprovações dos compostos e da definição de classificações ou limites. 

E note-se que quem vive no mundo ocidental transporta no seu organismo centenas de contaminantes sintéticos que nem sequer existiam há 200 anos atrás.

Todos estes dados, e a falta de outros, devem impelir uma reflexão cuidada sobre o futuro do glifosato, em particular, e da gestão de risco químico no domínio alimentar, em geral. O mundialmente reconhecido princípio da precaução estabelece que, face a evidências nítidas de impacto negativo na saúde (ou no ambiente), a ausência de provas científicas definitivas não deve impedir a implementação de medidas minimizadoras.

Para o glifosato a conclusão é clara: este herbicida deveria ser suspenso em todo o mundo.
Quem deve agir em Portugal? Sem dúvida, a iniciativa cabe ao Governo e à Direcção Geral da Saúde. Os interesses económicos não podem nem devem impor-se ao imperativo moral da proteção da saúde da população. 

A morosidade dos procedimentos legais também não desculpa a inércia. A legislação europeia permite a ativação rápida de cláusulas de salvaguarda temporárias, enquanto a ciência não apresenta respostas finais.

Abundam os cancros de origem indeterminada, e parte decorre certamente da sociedade altamente industrializada e química em que vivemos. No futuro deverá ser possível melhorar esse quadro. No entanto, para os cancros que já podem ser evitados no presente, a inação governativa é inaceitável.
Quanto aos médicos, não podem continuar a alhear-se destas questões ambientais, sob pena de falharem na prevenção da saúde, o essencial da sua missão, e em muitos diagnósticos. O glifosato é apenas um exemplo entre muitos...”.

Quem teve paciência para ler até ao fim, percebe agora um pouco melhor porque toda a agricultura portuguesa e mundial deveria rapidamente reconverter-se?! Pela saúde todos nós e do Planeta onde temos o privilégio de existir.

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Stévia seca fora do mercado

De acordo com o oficio N.º 20/DSPAA/DQRG que a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural enviou aos organismos de controlo e certificação, em Janeiro de 2016, o produto Stevia rebaudiana Bertoni (plantas e folhas secas) não pode ser colocado no mercado comunitário, e consequentemente nacional, como alimento ou ingrediente alimentar.

Qualquer operador tem que declarar (por escrito) que o produto Stevia rebaudiana Bertoni (plantas e folhas secas) não se destina a ser colocado no mercado nacional como alimento ou ingrediente alimentar. 

Podem ser extraídos das folhas de Stevia rebaudiana Bertoni os glicosídeos de esteviol que poderão ser utilizados como aditivos alimentares (E960). (Regulamento (EU) nº.1131/2011 da Comissão de 11 de Novembro de 2011, que altera o anexo II do Regulamento (CE) nº 1333/2018 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere aos glicosídeos do esteviol). 

A utilização de glicosídeos de esteviol (E960) não é permitida no âmbito do esquema de certificação do Modo de Produção Biológico. (Regulamento (CE) nº. 834/2007 do Conselho de 28 de Junho de 2007 e Regulamento (CE) nº. 889/2008 da Comissão de 5 de Setembro de 2008.

Por fim, salienta-se que relativamente ao produto Stevia rebaudiana Bertoni (plantas e folhas secas), a problemática da sua colocação no mercado comunitário e decorrentemente, no mercado nacional, não reside no facto deste produto poder ser um produto biológico ou seja obtido de acordo com as regras do modo de produção biológico (MPB) mas sim na ausência de um quadro legal que permita a sua colocação, neste mercado, como alimento ou como ingrediente alimentar. 

No entanto, realça-se que este produto poderá, por exemplo, ser utilizado para a produção de dulcorantes ou ser exportado para países terceiros onde seja permitido o seu consumo como alimento ou ingrediente alimentar.

Resumindo, a stévia planta e folha seca:
  • Não pode ser vendido como alimento ou ingrediente alimentar;
  • Pode ser usado para produção de edulcorantes (no entanto estes nunca podem ser considerados biológicos);
  • Pode ser exportado para países terceiros onde seja permitido o seu consumo como alimento ou ingrediente alimentar. 

Curiosamente, a stévia planta fresca pode continuar a ser comercializada... Mais uma vez os grandes lobbies instalados na indústria alimentar a usarem os seus poderes contra a democrática stévia, desprovida de propriedade intelectual ou patentes, que é de todos mas não pode servir a todos... A história parece repetir-se sempre, é inacreditável...

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IV Colóquio Nacional de Horticultura Biológica

De 17 a 19 de Março 2016 decorrerá em Faro o IV Colóquio Nacional de Horticultura Biológica, no anfiteatro Verde da Universidade do Algarve. 

Organizado pela Associação Portuguesa de Horticultura (APH) em parceria com a Universidade do Algarve e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, pretende ser um espaço de troca de conhecimento, de experiências e de debate que contribua para demonstrar o potencial produtivo, económico e ambiental da agricultura biológica (AB), também designada pelo Ministério da Agricultura em Portugal por modo de produção biológico (MPB).

Eu serei um dos oradores deste evento. As inscrições encontram-se abertas e podem ser realizadas online, no seguinte link: http://www.aphorticultura.pt/anhb2016-inscricoes.html


http://www.aphorticultura.pt/cnhb2016.html

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Certificados e Licenças Cantinho das Aromáticas 2016

Desde 2005 que toda a área de exploração do Cantinho das Aromáticas está certificada em modo de produção biológico pela ECOCERT PORTUGAL, para a produção de PAM frescas e secas, bem como para toda a produção de plantas de viveiro, envasadas e em alvéolos, que são vendidas ao público e aos novos agricultores que se iniciam nesta área.


Além disso, desde o primeiro dia em que iniciou a sua actividade em Janeiro de 2002, que tem licença de viveirista e o respectivo passaporte fitossanitário, tal como obriga a lei portuguesa.


No final de 2014 subimos a fasquia e obtivemos a certificação GlobalGap, o referencial de certificação voluntário mais procurado por quem pretende exportar os seus produtos, uma vez que é reconhecido à escala mundial.

O GlobalGAP, implica o cumprimento de medidas a nível de gestão da exploração, saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores, gestão de resíduos e poluentes, ambiente e conservação, gestão de reclamações, rastreabilidade e segregação e segurança e higiene alimentar.

O Cantinho das Aromáticas é a primeira empresa portuguesa, produtora de infusões e condimentos a obter esta certificação.
 
Queremos que a experiência de consumir as nossas ervas seja cada vez uma experiência mais sustentável, justa para todos os envolvidos no processo produtivo e sensorialmente espetacular para quem as utiliza.
Também a partir de finais de 2014, todos os produtos produzidos pelo Cantinho das Aromáticas tem certificado kosher parve. O certificado kosher é um documento emitido para atestar que os produtos fabricados por uma determinada empresa obedecem as normas específicas que regem a dieta judaica ortodoxa. É mundialmente reconhecido e atribuído como sinónimo de controle máximo de qualidade.
Os certificados que o Cantinho das Aromáticas foi obtendo ao longo da sua existência são uma enorme garantia da nossa qualidade e do empenho que colocamos em tudo o que fazemos. Representam para nós um enorme investimento, que consideramos fundamental na relação de confiança a criar consigo, que consome regularmente os nossos produtos.

Mas nenhum deles substitui a maior prova de confiança que vos damos todos os dias, que é ter as portas do nosso projecto, da nossa casa, abertas para vos receber e mostrar o que fazemos, como produzimos, como é grande a paixão que nos move. Esse é o nosso melhor certificado!!! 

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Quem está disponível para assumir um compromisso com quem produz aquilo que comemos todos os dias?

Vivemos tempos em que as prioridades da maioria estão lentamente a mudar, porque a consciência cresce e vai-se apoderando das nossas atitudes, das nossas decisões. 

Nos últimos anos marchamos sob a batuta das fidelizações que nos foram sendo propostas em catadupa por grandes companhias, que nos vendem produtos e serviços a um ritmo absolutamente frenético.

Fidelizamos uma casa ao banco a 40 anos, o seguro de saúde, a internet e o telemóvel, a energia, o clube de futebol, os cartões bancários e até o cartão do supermercado. 

Somos fiéis a todos estes monstros da economia e do lazer, que nos recordam todos os dias como é tão bom e importante sermos fiéis cumpridores dos rigores que nos impõem e quão vantajosas são as regalias desta fidelidade.

Infelizmente, em todo este processo de fidelidade, empobrecemos e perdemos uma enorme liberdade de escolha. Pagamos bem caro o esforço do nosso cortês sedutor, que sistematicamente se faz cobrar ao longo da cadeia de valor, pelo longo capuz que usa para se cobrir, só para nos seduzir.

A insatisfação com esta situação é exponencial nos países mais civilizados do mundo. O aparentemente frágil consumidor recusa ser o elo mais fraco. Percebeu finalmente que não está disposto a continuar uma relação em que não é ouvido, não é tido em conta, não é amado.

São cada vez mais aqueles que assumem uma vigorosa ruptura com os seus “companheiros” de outrora, procurando alternativas estáveis e duradouras, assentes numa relação directa e franca, baseada no compromisso, aberta ao diálogo, sem cartões, sem letras pequenas no contrato de 20 páginas, a preços honestos, sem a inflação do custo da máquina infernal, que nos procura seduzir e fidelizar, todos os dias.

Eu agricultor, estou disponível para iniciar e construir uma nova relação, de fidelidade e compromisso, com todos aqueles que sentirem fazer sentido nas suas vidas. Estou seguro que muitos dos meus colegas de profissão também o desejam. 

Procurem-nos, são seres maravilhosos, que dedicam toda a sua vida a si e aos seus, cultivando a Terra com alegria e dedicação. Este é um dos maiores compromissos ao alcance de um ser humano.

Quem está disponível para assumir um compromisso com quem produz aquilo que comemos todos os dias?

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Pesticidas cancerígenos

O pesticida a gozar de maior popularidade enquanto "residual" sempre foi o glifosato (vulgar Roundup), um herbicida sistémico, talvez por ser um dos pesticidas mais vendidos no planeta, talvez porque um dos maiores problemas a resolver em agricultura são as designadas infestantes ou plantas adventícias.
 
Quem como eu estuda agronomia desde os 15 anos, foi sendo "educado" pela escola da altura e pela própria indústria que vende pesticidas, que há muitos anos é a única a fazer extensão rural no nosso país, que muitos destes pesticidas tinham uma acção "residual", que o seu efeito passava, que os compostos desapareciam, que tudo era perfeitamente seguro, quer para o ecossistema, quer para a saúde humana.

Conheço inclusive alguns técnicos que ainda hoje juram a pés juntos pelo efeito residual do glifosato, usado todas as semanas pelas autarquias de todo o país, nas vossas ruas, nos jardins públicos, nas escolas onde os nossos fihos estudam, pela totalidade dos agricultores convencionais em todo o mundo.
 
Agora (porquê só agora???) vem a Organização Mundial de Saúde (OMS) dizer-nos que o glifosato se encontra numa lista de pesticidas “possível ou provavelmente” cancerígenos.

Quase nenhum orgão de comunicação em Portugal divulgou esta notícia, porquê??? Será porque este pesticida É UTILIZADO EM TODAS AS CULTURAS, SIM, TODAS AS CULTURAS E LUGARES ADJACENTES, em agricultura convencional??? Porque os seus resíduos se encontram em quase todos os alimentos que consumimos?

Andamos cegos e de prioridades totalmente trocadas...
 
Pergunto: Já ouviram falar de agricultura biológica?

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Certificados e Licenças Cantinho das Aromáticas 2014

Desde 2005 que toda a área de exploração do Cantinho das Aromáticas está certificada em modo de produção biológico pela ECOCERT PORTUGAL, para a produção de PAM frescas e secas, bem como para toda a produção de plantas de viveiro, envasadas e em alvéolos, que são vendidas ao público e aos novos agricultores que se iniciam nesta área.
 
 
 
Além disso, desde o primeiro dia em que iniciou a sua actividade em Janeiro de 2002, que tem licença de viveirista e o respectivo passaporte fitossanitário, tal como obriga a lei portuguesa.
 
 
O que faz do Cantinho das Aromáticas o primeiro viveiro realmente sustentável de Portugal e também o único do género, por ser verdadeiramente especializado no tipo de plantas que produz!!! Espero que as práticas por nós implementadas e os exemplos que partilhámos ao longo de todos estes anos, possam servir de inspiração a todos aqueles que procuram estabelecer com o seu hospedeiro, a Terra, uma verdadeira relação com futuro!!!

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Há fumo sem fogo!!!

Ontem, depois de um curto mas intenso período de chuva, aconteceu um raro fenómeno nos nossos campos de cultivo... começaram a fumegar repentinamente!!! Absolutamente fantástico e maravilhosamente aromático!!! Sorte de quem andava por ali a passear!!!




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Está tudo em flor!!!

Digam lá se não é um verdadeiro luxo!!! E cheira tão bem!!! E é tão visitável que até aflige saber que você, que acabou de ver estas fotos e adorou, ainda não conseguiu vir até cá...

 Campo de alecrim e erva do caril
 
 A enorme mancha de amarelo e o contraste com o verde do alecrim e dos loureiros lá atrás é magnifico!!!

 Erva do caril (Helychrisum italicum)

 Alfazema vulgar (Lavandula angustifolia)

Tão lindo...

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A resistência continua a crescer

"Para justificar os agrotóxicos disseram-nos que era para alimentar o mundo, assim como os organismos geneticamente modificados (OGM). Há mais fome do que nunca e milhões de crianças nascem com um futuro tóxico. Mas a mentira está a ser exposta e a resistência continua a crescer."

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Novas plantações

O nosso velho campo de limonete, ainda há pouco tempo o maior do país, está a ser convertido em parte, para dar lugar a novos ingredientes. Uma aposta no futuro, mas não deixa de me partir o coração arrancar estas plantas que ajudaram a pagar as contas nos últimos anos, proporcionando tantos momentos de prazer (e de sacrifício)... Ficam as memórias...

 
As plantas que sobraram, já podadas

 Daqui a mais um mês já está tudo verde novamente...

 A tela foi removida e reciclada

 Agricultura urbana

 Uma ajuda preciosa

 Triste...

 Raízes que se construíram por tantos anos e nos ajudaram tanto...

 Em breve tudo se renovará

 E o jardim será maravilhoso de novo!!!

 7 anos a produzir...

 
Terra fértil e produtiva

 A precisar de matéria orgânica das nossas barrosãs

 
Nunca deixa de me surpreender o pequeno desenvolvimento radicular que estas plantas, submetidas a cortes constantes, apresentam. Para tal, contribui também o sistema de rega localizado

Terra para analisar

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Profissão de risco

Este fim de semana o caos instalou-se pelo país afora... e é nestas alturas que a profissão de agricultor é verdadeiramente uma profissão de risco, pois a probabilidade de estragos sérios, com impacto catastrófico nas vidas daqueles que escolheram a Terra como meio de subsistência, é grande.

Cá na Quinta, apesar de tudo, os estragos não são graves.

Passaremos os próximos dias trabalhando arduamente a cortar as árvores que caíram, compor os telhados que voaram, recuperar as colmeias que tombaram.

E depois da tempestade, a bonança. E a vida continua...

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