É tempo de semear

A convite da Revista Evasões, durante as próximas semanas partilharemos conselhos e dicas muito úteis, que poderão pôr em prática, enquanto aguardamos todos um mundo pósvírus.

Pedimos no entanto o máximo cuidado caso decidam seguir os nossos conselhos lá em casa.

A exposição prolongada às plantas e à terra é altamente contagiosa, pode contaminar qualquer um, dos 8 aos 80 anos e os seus efeitos podem ser, em alguns casos, irreversíveis.

O uso de luvas e de máscara não é de todo aconselhável, por reduzir drasticamente o prazer obtido na execução de cada pequena tarefa, que rapidamente poderá evoluir num enorme desígnio. Começamos por onde devem começar, pelas sementes e pelas sementeiras. Despedimo-nos com amizade, até ao próximo artigo! 
 
https://www.evasoes.pt/o-que-fazer/e-tempo-de-semear-aproveite-para-criar-uma-horta-na-varanda-ou-no-quintal/893831/?fbclid=IwAR2oNfYSv7u_gzJ_JfxWF2zojPLkx8zZ82hBfna1tg37EcJbaDqdYkH9I_Q
 

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Guia de campo para limpar o cu

Só nas alturas de crise é que as famílias portuguesas parecem compreender o importante papel (literalmente neste caso, já vão perceber porquê) desempenhado pelos agricultores. A pedido de muitos, que já não conseguem comprar papel higiénico, porque outros decidiram que era todo para eles, apresento algumas alternativas.

Não se ponham a utilizar couves ou alfaces, porque não sabem se amanhã poderão vir a precisar delas para comer. Apresento-vos o TOP TEN de plantas espontâneas ou cultivadas em Portugal, que facilmente encontrarão nas bordaduras dos campos de cultivo, utilizadas há milhares de anos para limpar o cu.

Em cada imagem poderão encontrar a identificação da planta e uma tabela de equivalência para a qualidade (resistência, dureza, aspereza, capacidade de absorção, observações e cuidados a ter).

Este será muito provavelmente o primeiro artigo do género escrito em português, pelo que o poderão guardar para posteriormente utilizar como guia de campo.

Não precisam de agradecer, sou o vosso agricultor de serviço, que está aqui para ajudar no que puder, todos os dias.

 
Verbasco (Verbascum thapsus). Muito frequente em todo o território. Equivalente a um folha tripla. Muito resistentes e macias. Elevada capacidade de absorção, com poucas folhas fazemos o serviço completo. Fácil de colher. Sem dúvida, as minhas favoritas no que toca a limpar o rabo no campo.


Inhame (Colocasia esculenta). Frequente nas regiões autónomas dos Açores e Madeira. Como só o caule se come, poderão facilmente utilizar as folhas, sem desperdício. Equivalente a um folha dupla. Muito resistentes e sedosas, nada ásperas, razoavelmente macias. Pouca capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Difícil de colher. Também cultivada como planta ornamental, de interior e exterior, poderá fazê-lo para utilizar em emergências.


Dedaleiras (Digitalis purpurea). Frequente em todo o território. Equivalente a um folha simples. Pouco resistentes, muito ásperas. Razoável capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Fácil de colher. Rica em digitalina, razão pela qual não é aconselhável a cardíacos.


Jarros (Zantedeschia aethiopica). Frequente em todo o território. Equivalente a um folha dupla. Muito resistentes e sedosas, nada ásperas, razoavelmente macias. Pouca capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Fácil de colher. Também cultivada como planta ornamental de exterior, poderá fazê-lo para utilizar em emergências.


Falso-boldo (Plectranthus barbatus). Para brasileiros residentes em Portugal, que a cultivam para combater ressacas. Surge apenas cultivado. Equivalente a um folha simples. Razoavelmente resistentes, muito macias. Razoável capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Fácil de colher.


Língua-de-vaca (Rumex obtusifolius). Frequente em todo o território. Para alguns, pode soar estranho saber que estão a limpar o rabo a uma planta com nome de língua de um animal. Equivalente a um folha simples. Pouco resistentes, razoavelmente macias. Pouca capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Fácil de colher.


Consolda (Symphytum officinale). Surge apenas como planta cultivada. Equivalente a um folha dupla. Muito resistentes, embora um pouco ásperas. Razoável capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Fácil de colher. Tem uma relação C/N idêntica à do estrume, pelo que poderá ser uma excelente opção cultivar na horta.


Salva-esclareia (Salvia sclarea). Pouco frequente. Equivalente a um folha dupla. Muito resistentes, embora um pouco ásperas. Razoável capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Fácil de colher.


Língua-de-ovelha (Plantago major). Frequente em todo o território. Para alguns, pode soar estranho saber que estão a limpar o rabo a uma planta com nome de língua de um animal. Equivalente a um folha simples. Pouco resistentes, razoavelmente macias. Pouca capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Fácil de colher.


Feto macho (Dryopteris filix-mas). Frequente em todo o território. Equivalente ao papel mais barato do mercado. Pouco resistentes, muito ásperas, falhas ao nível de sujar os dedos. Nenhuma capacidade de absorção, poderá ser necessário utilizar várias. Fácil de colher. Em certas alturas do ano podem conter carrapatos, pelo que não é aconselhável o seu uso entre Maio e Agosto.

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Flora capilar

A Maria Cramês tem o cabelo mais bonito e bem tratado que conheço. Dedica-lhe tempo e cuidado, como faz com tudo à sua volta. Entre os ingredientes que utiliza estão o vinagre, champô sólido artesanal e muitas das plantas que cultivamos no Cantinho das Aromáticas.

A sua flora capilar é de uma riqueza extraordinária!
 
 

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Máscara 3

Pequeno passeio com a Bolota e a Terra. Devidamente equipado com máscara de protecção...
 
 

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Prioridades

No meio de uma grave crise sanitária, vemos as nossas necessidades reduzidas ao mais básico. Queremos estar saudáveis, assegurar comida e segurança para todos e, apesar de tudo, continuarmos a ser felizes. Tudo o resto passou a ser acessório, de um dia para o outro.

Enquanto aguardamos que a doença desapareça, vamos lendo e ouvindo sobre os pequenos milagres que começam a acontecer um pouco por todo o lado, porque a humanidade abrandou o seu ritmo frenético de exploração dos recursos do Planeta.
 
Menos emissões, ar e água mais limpos, o regresso de várias espécies selvagens, ficamos enternecidos com a esperança de que o mundo possa renascer diferente, quando finalmente vencermos o vírus.

Só agora nos apercebemos que, à nossa volta, muitos já tinham começado a lutar, de forma resiliente, para propor novos modelos para que esta mudança POSSA mesmo acontecer. Não existe esperança para a humanidade se não a fizermos.

A agricultura biológica de proximidade deve ser uma prioridade de todas as grandes cidades mundiais. Será uma das formas de garantirmos alimentos frescos, de qualidade, com menor pegada, do agricultor para a sua mesa.

O que fazemos há 18 ANOS no jardim produtivo do Cantinho das Aromáticas é de uma honestidade avassaladora. Da semente à planta, aos cuidados diários, à colheita, ao processamento e embalamento do melhor que aqui produzimos, até si, sem segredos nem artifícios.

Desejo que finalmente deixemos de ser invisíveis para a maioria das pessoas que vivem à nossa volta.

Gostaria que pudessem compreender a importância de um projecto destes próximo das vossas casas, para que desta forma consigam respeitar e enaltecer o importante papel que o agricultor desempenhará na sociedade que todos queremos ajudar a construir no futuro.




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Primaveras

Começou a Primavera. Húmida, duplamente sombria e com temperaturas baixas. O Equinócio enviou, como sempre faz, milhares de mensageiros, a anunciar a chegada da outrora suave estação de transição, hoje uma senhora fustigada pela enorme entropia causada pelo bicho homem.

Na preciosa colecção botânica do jardim produtivo do Cantinho das Aromáticas vivem centenas de espécies, das quais hoje elegi a Primavera (Primula vulgaris), também conhecida como pão com queijo.

Esta preciosa planta é uma das espécies que deu origem a todas as Primulas, populares plantas ornamentais, que hoje enchem hortos e jardins de todo o mundo, nesta altura do ano. Para além de anunciar a chegada de uma nova estação, apresenta inúmeras propriedades terapêuticas.

Tradicionalmente utilizada no tratamento cólicas e dores reumáticas e nas articulações. Rica em salicilatos, tem propriedades anti-inflamatórias e antifebrífugas. A infusão da sua raiz seca é um excelente sedativo.

Sempre que a encontro em floração, pelos caminhos de Portugal, parece “sorrir-me”, tal a alegria que nos transmite. As flores são comestíveis e deliciosas, estão entre as minhas favoritas para cultivar com este objectivo.

Poderão dizer aos vossos amigos que a Primavera é tão boa, que até se pode comer!
 
 

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Máscara 2

De partida para mais um serviço solidário de entrega de alimentos ao domicílio, exclusivo para pais e sogros, de quarentena voluntária. Devidamente equipado com máscara e luvas de protecção...
 
 

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Pata-brava entre príncipes

Encontramos mais uma pata-brava no ninho, desta vez entre os nossos cultivos de erva-príncipe (Cymbopogon citratus). Paramos de imediato com os trabalhos de manutenção no local, de forma a permitir que nos próximos dias a ninhada possa nascer e fazer-se à vida.

A sua presença cá na Quinta é extremamente benéfica, já que nos ajudam a controlar a população de caracóis, lesmas, gafanhotos e muitos outros insectos. Quanto maior a biodiversidade, maior a tendência para o equilíbrio. Esta é uma das maiores lições que temos recebido aos longo dos últimos 18 anos no Cantinho das Aromáticas.

A sua importância é fundamental na saúde e no bem-estar de todos os seres humanos. Num ambiente com grande biodiversidade, são inúmeros os serviços gratuitos dos ecossistemas, uns facilmente comprovados pela ciência actual, outros só agora vamos começando a descobrir.

Quando esta guerra terminar, na alvorada de um novo dia, de uma nova sociedade, temos que finalmente aprender a partilhar o Planeta com todos os outros seres vivos.

Só assim seremos realmente eficientes a evitar novas pandemias e uma sucessão de catástrofes naturais, que nos castigam pela ausência de conexão com a natureza que nos rodeia, com o nosso mais profundo íntimo.
 
 

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Máscara

Acho que finalmente encontrei a máscara mais indicada para me proteger... sinto-me a destilar...
 
 

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Araucária-do-brasil

Fiz das plantas aromáticas minhas grandes companheiras de vida, é delas que retiramos o nosso sustento. Mas são as árvores a minha grande paixão. Visito regularmente algumas velhas anciãs, sobretudo na minha cidade natal, o Porto, e sempre que posso, outras que se encontram espalhadas pelo país.

Alguns dos "segredos" menos evidentes do jardim produtivo do Cantinho das Aromáticas vivem na envolvente dos campos de cultivo. Uma fantástica colecção de árvores e arbustos, entre as quais se encontram várias araucárias-do-brasil ou pinheiros-do-paraná (Araucaria angustifolia).

Espontânea no sul do Brasil, norte da Argentina e Paraguai, esta conífera já existe há 200 milhões de anos, fez sombra a várias espécies de dinossauros! A sua madeira é de grande qualidade, razão pela qual nos últimos anos a sua exploração indiscriminada a colocou na lista das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção.

Pode atingir 50 metros de altura. As flores femininas são conhecidas vulgarmente como pinhas, no interior das quais se formam uns enormes pinhões, que são comestíveis.

Semeei cada uma delas com as próprias mãos. A sua arquitectura é de uma beleza estonteante. Podem durar entre 200 a 500 anos. Espero que um dia o meu corpo sirva de repasto a uma delas.
 


 

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Hoje é dia

Hoje é dia de todos os pais, mães, progenitores do mundo inteiro, demonstrarem mais coragem, solidariedade, resiliência, carinho, amor, pelos seus e pelos outros.

O exemplo que nos dão as plantas é extraordinário. Quando expostas a uma situação extrema, concentram toda a sua energia na produção de flores, frutos, sementes, como forma de garantir a geração seguinte.
 
Uma cerejeira fará a floração mais espectacular no último ano da sua vida, com o mesmo objectivo. A maioria das árvores tem o mesmo comportamento. O que fizermos agora para garantir o futuro da nossa espécie é mais importante do que o que cada um de nós fez até ao momento.

Lutar com dignidade esta guerra silenciosa, semeando melhor futuro para os que nos sucedem. Hoje imagino Portugal como um gigantesco jardim, com 10 milhões de flores de todas as cores.


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Estêva

As primeiras flores de estêva (Cistus ladanifer) do jardim produtivo do Cantinho das Aromáticas já abriram! Esta planta tem uma elevada composição em óleo essencial, de tal forma que quando colhemos as suas folhas, ficamos com as mãos a colar!

Sabiam que beneficia do fogo, para poder estender-se no território? É verdade! Os seus frutos são muito duros e apenas libertam as sementes depois da planta arder. Como tal, são as primeiras a germinar, sobre as cinzas de todas as outras, contando esta espécie com o fogo para eliminar a concorrência!

O óleo essencial extraído da planta é muito importante na indústria de perfumaria e como fixador, em tintas. Tem propriedades antisséticas, anti-bacterianas e anti-virais. É utilizado em aromaterapia para combater o stress, em doses elevadas pode ser alucinogénico.

É quase impensável imaginar a paisagem do nosso país sem esteva. Cresce em matas densas, de norte a sul do território. É um arbusto perene, de crescimento muito rápido, podendo atingir três metros de altura.

A mim faz lembrar férias de Verão na praia. E a si?!
 
 

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Orquestra de perfumes

Primeiro foram as flores do jasmim (Jasminum officinale) lá no alto. Logo depois as inúmeras frésias (Freesia sp.) que estavam guardadas em bolbos, escondidos no solo do jardim.

Não faltou muito para aparecerem os primos saganho-mouro (Cistus salvifolius) e estêva (Cistus ladanifer).  Apressadas, vieram também as magnólias-banana (Michelia figo) e o selo-de-salomão (Polygonatum odoratum).

Todas com um propósito. Tornar o ambiente que nos rodeia no Cantinho das Aromáticas numa perfumaria ao ar livre. O prazer que proporcionam a quem passa, sente e assiste é indescritível…
 





 

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Magnólia-banana

Gostaria de ser suficientemente competente para vos conseguir descrever o aroma que libertam as flores das magnólias-banana (Michelia figo) que vivem nos jardins produtivos do Cantinho das Aromáticas. Não é tarefa fácil...

Uma mistura complexa entre banana e melão muito maduros, com uma intensidade e concentração que apenas conseguimos sentir próximo do arbusto florido.
 
O aroma é de tal forma viciante que acciona o mecanismo do desejo. Desejo que esteja sempre comigo, quero fechá-lo num frasco para o poder sentir sempre que quiser. Colho um punhado de flores e coloco no bolso da camisa, desfilo confiante e com um sorriso que deve parecer aos outros, o de um tolo.

Porque me agrada e dá prazer, sinto-me único, sei que poucos conseguiram alguma vez sentir o mesmo. O calor do meu corpo e o delas, unidos, garantem um fluxo constante deste perfume dos Deuses, apenas acessível ao meu nariz.

Mas a flor é traiçoeira, uma amante de um dia só. Na manhã seguinte já lá não está o seu cheiro, saiu sem avisar, deixando para trás algumas pétalas sem alma. Tenho apenas alguns dias para voltar ao lugar onde nos conhecemos, porque o período de floração é curto, depois desaparecem sem deixar rasto.

Serás sempre um dos meus aromas favoritos, nunca te esquecerei...


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Caiu num alambique

O Francisco caiu num alambique em pequenino... ainda tinha um bocadinho de poção mágica no fundo... Vive rodeado de urbanos por todos os lados e só tem medo que o céu lhe caia em cima da cabeça...
 
 

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Valorize o trabalho do agricultor

Questionada há dias sobre as eventuais corridas aos supermercados, a Senhora directora-geral da Saúde foi clara: “Não devemos chegar a este ponto. Que cada um de nós recorra à horta de um amigo. Não açambarquem“.

As redes sociais encheram-se de imediato de montanhas de indignados, consternados por não terem uma horta ou sequer um amigo que tenha uma horta. De facto não podemos todos ter uma horta, mas também não devemos esquecer aqueles que produzem os nossos alimentos, na maioria dos casos, perfeitos anónimos que vivem entre nós.

A agricultura de um país é uma questão de segurança nacional. Por vezes, só em momentos de crise é que a maioria das pessoas se apercebe deste facto. O agricultor não é apenas um mero produtor de alimentos, mas acima de tudo é um gestor de um complexo sistema agroecológico, que providencia um enorme número de produtos e serviços de utilidade pública (água, solo, paisagem, energia, biodiversidade).

É ainda um técnico de saúde humana, quando produz alimentos funcionais, cheios de taninos, antioxidantes, flavonóides e outros, compostos que funcionam tantas vezes como preventivos em diversas doenças graves.

Em Canidelo, Vila Nova de Gaia há uma família de agricultores, como tantas centenas de outras, espalhadas pelo país, onde pode fazer as suas compras, no local de produção. Independentemente dos cenários dos próximos dias, cá estaremos a semear, plantar, regar cuidar, colher no Cantinho das Aromáticas.

Continuaremos a cumprir o nosso papel, o de produzir bens essenciais, para TODOS. Valorize o trabalho do agricultor, valorize a agricultura de proximidade.
 



 

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Portugal o Mediterrâneo e o Atlântico

Portugal o Mediterrâneo e o Atlântico é uma das melhores obras da literatura portuguesa do século XX. Pela pena do geógrafo Orlando Ribeiro, somos levados por montanhas, vales, rios e planícies de Portugal, à descoberta de nós próprios.

Depois de ler, há um antes e depois do que significa afinal ser português, razão pela qual este livro deveria ser fundamental em todas as escolas.
 
 

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A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses

Com o tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, o Reino de Portugal dividiu com a Coroa Espanhola as terras descobertas e as terras por descobrir.

Depois da difusão da língua portuguesa, talvez o maior legado da antiga nação lusa tenha sido o seu contributo na difusão das plantas que hoje são fundamentais na alimentação de boa parte da população mundial.

Comprei um mapa do mundo para traçar estas viagens, fez-me circundar a terra à boleia de cravinho, canela, cana-de-açúcar, chá, entre muitas outras.


A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses, de José Mendes Ferrão, é um livro onde volto sempre, como forma de contrariar o desespero de viver num período histórico em que a alimentação humana corre sério risco de se tornar um vasto deserto de ingredientes.
 
 

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Horticultura social e terapêutica

A horticultura social e terapêutica é uma área do conhecimento científico a dar os primeiros passos, este livro será a única obra de referência de autores portugueses, até ao momento.

Além das virtudes alimentares, as plantas e suas práticas culturais são cada vez mais utilizadas como formas de terapia, integração social e promoção do contacto com a natureza, em diferentes contextos.

Os resultados são extraordinários, como aliás posso comprovar, por ter implementado um projecto deste âmbito junto da comunidade onde nos integramos, há mais de 10 anos. 


https://www.cantinhodasaromaticas.pt/produto/horticultura-social-e-terapeutica-livro/?fbclid=IwAR0ws85tkEnpbENg1zLkVl_SJlX-FE_A8unYd9h_Zlft6K7C9JCyg62tBnM

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O Pão dos Deuses

O Pão dos Deuses é um dos meus livros favoritos. O etnobotânico Terence McKenna transporta-nos numa viagem imersiva, inquietante, deliciosa e muito divertida, resultante do seu longo trabalho de pesquisa da relação ancestral dos seres humanos com as plantas e suas substâncias químicas, que sempre usamos na tentativa de alcançar caminhos alternativos da autoconsciência e do divino.

O livro pode ser adquirido na loja online do Cantinho das Aromáticas, neste link. 
 
https://www.cantinhodasaromaticas.pt/produto/o-pao-dos-deuses-terence-mckenna-livro/?fbclid=IwAR1Pplw9izlAG8Rjjgso5PP6p3nxDf7XkrZL5ISdNevTmX9DCkbw9vWjKew
 

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