O Anticiclone e o Paraíso
Amo os Açores. Quando fantasio com o paraíso, invariavelmente imagino-me numa das nove ilhas, que a vida se encarregou de me fazer descobrir e apaixonar, uma a uma, devagar, em terra, pelos algares e túneis lávicos, descendo ao seu coração de pedra pomes, e também debaixo de água, em sucessivos mergulhos, no tempo em que fazia caça submarina e o mar era o meu território. Quis a vida que o meu caminho se cruzasse com uma faialense que amo, e que me deu um filho que traz no nome e no sangue os genes Dutra da Horta. Algures entre o Pico e o Faial vivemos, em 2025, o melhor dia da vida do jovem Francisco, que aos 7 anos avistou, a escassos metros, alguns dos maiores animais do planeta e disse, com a certeza das crianças, “ o melhor dia da minha vida ”. O mais precioso que o arquipélago me trouxe foi a Maria, o Francisco e a minha querida soglinha. Mas há forças que nascem nestas ilhas e que vão muito além da intimidade de uma família. Nunca tive dúvidas de que este pedaço maravilhoso de Po...