A cortiça portuguesa voltou a contornar a Lua
A missão Artemis II levou astronautas a contornar a Lua, num voo que reabre uma história interrompida desde o ano em que nasci. Entre ligas metálicas, eletrónica de precisão e engenharia de limite, viajou também um material que nasce devagar, sem ruído, numa paisagem aberta do sul da Europa. A cortiça portuguesa integrou o sistema de proteção térmica da nave, cumprindo uma função discreta e decisiva. Proteger estruturas críticas em componentes sujeitos a ambientes térmicos extremos durante o voo. Já tinha sido utilizada na missão Artemis I, em 2022, no mesmo contexto de proteção térmica, e a sua nova integração na Artemis II confirma a consistência do seu desempenho em condições extremas. A cortiça já fazia parte de sistemas de proteção térmica em foguetões e componentes aeroespaciais, incluindo estruturas do programa Space Launch System, onde placas de cortiça compósita são usadas para proteger zonas sujeitas a cargas térmicas extremas. É selecionada porque reúne propriedades fí...