Foraging Chefs Adventure no Cantinho das Aromáticas

A 18 de Junho decorreu no Cantinho das Aromáticas a primeira edição do Foraging Chefs Adventure em Portugal, evento vocacionado para profissionais de cozinha, tendo como grande objectivo demonstrar que é possível uma cozinha criativa, rica e original, sem intermediários entre a natureza e o chef. A organização foi da responsabilidade da Prochef, Cantinho das Aromáticas e Filgood.



https://readymag.com/Prochef/FORAGING/
O que é o Foraging?

Foraging é uma prática ancestral, que remonta aos tempos em que o Homem, não conhecendo ainda as práticas de agricultura, procurava na Natureza os seus alimentos. É uma palavra inglesa que significa "à procura de recursos selvagens" e que foi recuperada para definir uma nova forma de estar com os alimentos que nos rodeiam. 

Refere-se à procura, identificação e coleta de recursos alimentares na natureza, incluindo ervas aromáticas, plantas comestíveis, frutos, cogumelos ou até moluscos. 

Envolve cozinhar, preservar e comer alimentos saudáveis e nutritivos, ao mesmo tempo em que entendemos o ambiente que nos rodeia. Em português pode designar-se como recoleção.   

Foraging na atualidade  

Hoje em dia, a maioria das pessoas nos meios urbanos vive desconectada da realidade sobre a origem e a forma como são produzidos os alimentos que consomem, dependendo cada vez mais de alimentos pré-embalados, vendidos nos supermercados. Ao mesmo tempo, a biodiversidade alimentar tem vindo a perder-se a um ritmo alucinante. Dezenas de espécies espontâneas, ricas em nutrientes, encontram-se esquecidas e até marginalizadas. Eventualmente, estamos a limitar a nossa liberdade de escolha, ao esquecermos alimentos saudáveis e de proximidade. 

Os alimentos selvagens podem representar uma alternativa saudável para enriquecer a nossa dieta, mas há muitas outras razões pelas quais as pessoas estão a recuperar hábitos e tradições. No entanto, parece existir um objetivo comum, uma consciência crescente sobre a importância da origem do que comemos. 

Os escândalos na indústria alimentar, a tomada de consciência e a pegada de carbono, entre outras razões, levaram muitos de nós a pensar em formas diferentes de obter alimentos, tornando-nos mais conectados à natureza. 

Certamente, o foraging não se aplica exclusivamente aos meios rurais, mas também inclui parques e jardins, dentro das grandes cidades. Muitas vezes, nos parques urbanos existem plantas que não encontramos facilmente em estado selvagem, o que torna o foraging interessante nestes locais. Um dos aspetos mais interessantes sobre foraging é a forma como estimula uma maior consciência ambiental, bem como a necessidade de desacelerar, parar e observar. É impressionante como a nossa cidade se pode transformar numa espécie de supermercado selvagem sazonal! 

Além disso, o turismo da vida selvagem atrai cada vez mais pessoas, como uma atividade recreativa, onde temos a oportunidade de fazer uma pausa nas nossas vidas ocupadas e descobrir novos ingredientes com sabores incríveis. 

Eventualmente, para alguns de nós, foraging representa um estilo de vida saudável, ajudando não apenas a satisfazer nossas necessidades nutricionais básicas, mas também a entender como a natureza funciona: o foraging muda completamente a forma como nos relacionamos com o mundo à nossa volta. 

Foraging em Portugal  

Portugal é um verdadeiro banquete para os olhos na primavera, graças à incrível diversidade de plantas silvestres espontâneas, sem esquecer as árvores e arbustos. O país suporta uma flora muito variada, em múltiplos habitats, tornando-se um local maravilhoso para procurar plantas comestíveis.

Onde posso fazer foraging?  

Em espaços públicos, jardins, trilhos e caminhos, em meio rural e na cidade. Em terrenos privados, não colher nada sem a permissão do proprietário, por isso, pergunte sempre primeiro. Proibido em parques naturais e zonas protegidas.

Contaminação 

Cuidado com os solos contaminados. Beiras de estradas, linhas de comboio, linhas de alta-tensão, quintas de agricultura convencional, campos de golfe, locais de mineração, podem conter pesticidas e metais pesados perigosos.

Alergias 

Ao consumir espécies selvagens que são novas para si, comece com uma pequena porção e espere um dia. Será tempo suficiente para permitir que alergias alimentares ocorram, se for caso disso. Esta prática é especialmente importante para pessoas que manifestem outras alergias ou sensibilidades alimentares.

Espécies venenosas 

Existem algumas espécies de plantas potencialmente mortais. A melhor forma de evitar colher estas espécies é saber quais são, onde surgem e se existem outras espécies comestíveis com as quais se podem confundir (ex: dedaleiras (Digitalis purpurea); Cicuta (Conium maculatum); Embude (Oenanthe crocata) – espécies muito comuns, venenosas e potencialmente mortais.

Identificação 

Utilize um guia de campo confiável. Faça saídas de campo com especialistas em botânica. Identificar espécies pelos nomes científicos é crucial. Os nomes comuns sobrepõem-se com frequência e podem causar confusão. E nunca assuma que consegue identificar uma espécie comparando-a apenas com uma fotografia! Algumas espécies exigem muita atenção aos detalhes.

Colher na altura certa 

Para obter os sabores mais frescos e as texturas mais tenras, colha as partes mais jovens da planta. Geralmente, as folhas na primavera, frutas e flores no verão, frutos secos no outono e raízes no final do outono, inverno e início da primavera. As folhas devem ser de cor verde clara, macias ao toque e menores do que o tamanho normal.

Os caules são geralmente melhores antes da floração. As flores devem ser colhidas quando quase ou completamente abertas e não murchas. Frutos frescos, secos e sementes devem ser colhidos quando completamente maduros. Determinar o ponto de maturação depende da espécie.

 Tente uma e outra vez  

Ao procurar plantas comestíveis, é importante provar enquanto escolhe (assumindo, é claro, que a planta está corretamente identificada). A mesma espécie pode ter um sabor muito diferente dependendo de vários fatores, como o habitat, as condições edafo-climáticas, a subespécie ou cultivar. Se experimentar uma planta e não gostar, não a elimine de imediato das suas escolhas!

Poderá encontrá-la numa área diferente, tentar uma parte diferente da planta, ou prepará-la de uma forma diferente. Algumas plantas nunca terão um sabor ótimo no campo, precisam ser processadas para remover amargor, adstringência ou compostos tóxicos.  

Sustentabilidade 

Quando se deparar com espécies espontâneas ou naturalizadas, colher apenas o que necessita, se a planta for abundante. Ao colher espécies invasoras, faça-o com cuidado para evitar propagá-las em novas áreas.

Bibliografia:  
Foraging: A beginner’s guide - https://www.bbcgoodfood.com/howto/guide/foraging 

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Visita guiada ao Cantinho das Aromáticas - 17 de Junho

O Cantinho das Aromáticas abre as portas a quem quiser fazer uma visita guiada à nossa Quinta.

Neste agradável passeio, daremos a conhecer a nossa colecção botânica, campos de cultivo, modo de produção biológico, viveiro e processamento dos nossos produtos.

Se quiser passar uma tarde diferente não perca esta oportunidade!

Duração da visita: 90 minutos

Domingo, 17 de Junho 2018, das 15,00 às 16,30 horas

A sessão é gratuita mas sujeita a inscrição para: maria@cantinhodasaromaticas.pt

O número de inscrições é limitado.

Cantinho das Aromáticas
Rua do Meiral, 508
4400-501 Canidelo
Vila Nova de Gaia

Tlf: 227710301
Telemóvel: 912260714

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Sábado Aromático

O Sábado Aromático é um dia temático dedicado a uma das nossas plantas. Queremos celebrá-las com tudo o que têm direito!

Venha ao nosso Cantinho das Aromáticas conhecer o que elas têm de melhor.

Este será o dia da agastache (Agastache foeniculum), uma maravilhosa planta aromática, medicinal e condimentar, proveniente da América do Norte.
 
Neste dia ficaremos a conhecer todo o universo sensorial desta planta.

Vamos começar esta viagem com uma visita ao nosso magnífico campo de cultivo onde iremos à sua descoberta e aprenderemos mais sobre as suas propriedades medicinais.

Finalizaremos esta expedição aromática com uma belíssima prova da tisana Doce Menta, onde dá um ar da sua graça!

Sábado, 16 de Junho 2018, das 15,00 às 16,00 horas

A sessão é gratuita mas sujeita a inscrição para: maria@cantinhodasaromaticas.pt

O número de inscrições é limitado.

Morada:

Cantinho das Aromáticas
Rua do Meiral, 508
4400-501 Canidelo
Vila Nova de Gaia

Tlf: 227710301
Telemóvel: 912260714

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Agastache

A planta da semana no Cantinho das Aromáticas é a agastache (Agastache foeniculum), uma maravilhosa planta aromática, medicinal e condimentar, proveniente da América do Norte. 

Com um forte e doce sabor anisado, a sua infusão é utilizada no tratamento de resfriados e febres. 

Comestível, pode ser adicionada a saladas e omeletes. Quando em floração, é uma das mais interessantes plantas melíferas, atraindo inúmeras borboletas e outros insectos polinizadores. 

https://www.cantinhodasaromaticas.pt/produto/agastache-agastache-foeniculum/

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Terra Emergente


"Em Vila Nova de Gaia encontram-se os verdadeiros impulsionadores na produção em grande escala de ervas aromáticas no país. 

Detentores de uma das maiores coleções de plantas aromáticas, medicinais e condimentares da Península Ibérica, servem de inspiração ao crescente número de novos agricultores que dão os primeiros passos nesta área, e juntos, tentam responder a uma procura cada vez mais acentuada por parte dos consumidores".


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Ervas de Portugal

Eu sei lá se é os chineses ou se é... enfim, não importa... agora que o tomilho-limão (e muitas outras plantas aromáticas) que se produzem em Portugal são fabulosas, disso não tenho dúvidas!!!

São tão boas, tão boas, que é de arriscar ter sempre em casa e até mesmo usar como condimentos e infusões!!! - in jornal Público de 27 Maio 2018.
 
https://www.publico.pt/multimedia/interactivo/alimentacao-na-cidade#as-ideias-em-marcha
 

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As ideias em marcha

"Já existem sinais de mudança – e, como numa das nossas histórias, até o “jardineiro do rei” se transformou em “humilde agricultor”. Se muitos dos nossos alimentos continuam a vir de longe, há outros que começam a vir de perto, da horta que vemos da janela do prédio. O futuro passará por cidades mais “comestíveis”? - Artigo do Jornal Público, pode ser lido neste link.
 
https://www.publico.pt/multimedia/interactivo/alimentacao-na-cidade#as-ideias-em-marcha
 

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O custo da sustentabilidade

"Estamos num mundo em que “as marcas têm mais poder do que os Estados”, diz Pedro Graça, o responsável pela promoção da alimentação saudável em Portugal. A comida é vendida barata (170% abaixo do seu custo real, indicam alguns estudos), mas os consumidores pagam-na por outras vias. Quais são elas?" - Artigo do Jornal Público, pode ser lido neste link.
 
https://www.publico.pt/multimedia/interactivo/alimentacao-na-cidade#o-custo-da-sustentabilidade
 

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O abastecimento das cidades

"Hoje falamos muito de agricultura urbana como sendo um fenómeno novo, uma prática contemporânea, mas sempre existiu nas cidades". - Artigo do Jornal Público, pode ser lido neste link.

https://www.publico.pt/multimedia/interactivo/alimentacao-na-cidade#o-abastecimento-das-cidades

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A lógica dos circuitos curtos

"O grande desafio em Portugal, sublinha a responsável, “é perceber como se podem criar rotas logísticas que sejam eficientes no abastecimento às cidades e que dêem respostas sem aumentar muito a pegada de carbono” - Artigo do Jornal Público, pode ser lido neste link.

https://www.publico.pt/multimedia/interactivo/alimentacao-na-cidade#a-logica-dos-circuitos-curtos

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