quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Nós e o sufixo diminutivo...

Ao longo dos últimos 12 anos tenho sido confrontado com uma certa regularidade por causa do sufixo diminutivo que escolhemos para nomear o nosso Cant(inho) das Aromáticas. Tudo o que é inho parece pequeno aos ouvidos de quem escuta, e tantos são levados a crer que a coisa é pequena e que não merece sequer uma visita...

Outros ainda desdenham a péssima escolha porque é um nome provinciano, diminuido de valor acrescentado, de capacidade de convencer... 

Pois nós por aqui achamos exactamente ao contrário. E até assistimos com agrado a outros Cantinhos nascerem por esse país afora, uns mais sofisticados, de Chefs de renome, outros que servem vinho da pipa há centenas de anos.

Tal como o Nelo, que faz as melhores canoas do mundo, não deixou nunca de ser Nelo, também nós seremos para sempre Cantinho, porque os sufixos diminutivos na nossa cultura são também um sinal de carinho, genuinidade, autenticidade e, com rigor, de valor acrescentado. 

Somos um Canto que é Cantinho, fazemos das nossas ervas um caminho, seguem caminhando há 12 anos para os vossos jardins, pratos, infusões e outros tantos que tal. Com orgulho português.

Slow Food Porto

"Somos capazes de ter o telefone do nosso dentista, mas não temos o do nosso produtor", isto é, de quem produz os nossos alimentos. Como forma de contribuição para uma necessária mudança de hábitos, aderimos ao movimento Slow Food Porto.

O vídeo de apresentação deste movimento conta com imagens muito especiais!!! Ficou maravilhoso!!! Sabiam que já se podem tornar membros?!

Alfredo natalício!!!

O nosso Alfredo, a quem compete anunciar diariamente a infusão do dia, já se encontra devidamente equipado para fazer face ao Natal!!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O laureado


Também conhecido por louro, faz parte de uma trilogia de ervas (juntamente com a salsa e o alho) que me acompanham desde miúdo. Penso que em termos gastronómicos, pelos meus lados, pouca coisa acontece sem a presença de pelo menos uma destas três. Há-o no arroz da mãe, na vinha d'alhos da avó e até no assado no forno da sogra!!! Valha-nos Santo Isidro e São Lourenço!!!

Aprecio as suas virtudes digestivas e o cheiro intenso que liberta quando se tem um no jardim. Há o mito urbano que preconiza que se deve retirar a nervura central ou cortar as pontas das folhas ou usar apenas metade de uma folha, enfim... De facto esta planta pertence a uma família de plantas venenosas mas a dose que se usa é tão pequena que apenas retiramos daqui... efeitos benéficos!!! É como o segredo da vida, que tantos já descobriram, tal como o uso de loureiro na cozinha, é tudo uma questão de... dose!!!

Há quem diga que uns cheiram melhor do que outros, mas o senhor La Palisse também tinha destas coisas... é natural que sim, que nisto dos cheiros a fórmula é mais complexa do que aparenta. O que importa é não confundir com outras espécies, utilizadas nos jardins como ornamentais, pois que dessas cheiro não há nenhum, ou se o há, não servem para pôr no prato.

Tal como já laureou tantos portugueses pelo mundo, tenho a certeza de que no mínimo, laureará também o seu jardim ou os seus cozinhados, desde que não se distraia a laurear a pevide!!!

http://www.cantinhodasaromaticas.pt/loja/ervas-aromaticas-secas-bio/loureiro-laurus-nobilis-2/

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Estrela Michelin de visita ao Cantinho das Aromáticas

Hoje foi dia de prova de infusões com um convidado muito especial, o Chefe Ricardo Costa, do Hotel The Yetman, Porto, que viu recentemente a sua estrela Michelin renovada. Adivinha-se um blend de grande qualidade...

Visita da Presidente da Junta de Freguesia de Canidelo

A tarde de hoje no Cantinho das Aromáticas foi próspera em visitas!!! Tivemos o prazer de receber a senhora Presidente da Junta de Freguesia de Canidelo, a Dra Maria José Gamboa, e parte da sua equipa de trabalho. É muito importante para um agricultor dar a conhecer o seu projeto à comunidade onde se insere e participar no fomento de trabalhos de âmbito social, dada a importância desta actividade nos tempos em que vivemos.





quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Aquela do doce e amargo


Também conhecida como endro. Confesso que esta é uma das plantas que cultivo à qual ofereci maior resistência na sua utilização corriqueira. O estereótipo de “aquela planta que os suecos usam para por no salmão” revelava-se muito limitante, como aliás todos os estereótipos à volta destas plantas...

Afinal faz pequenos milagres, que vão certamente descobrir quando a começarem a utilizar com regularidade. Foi com a ajuda de um iogurte que a fiquei a conhecer melhor. Gradualmente a coisa alastrou-se às saladas, depois ao inevitável peixe gordo, terminando numa bela infusão, com um toque fino e gracioso, como só esta planta pode proporcionar.

Fácil de cultivar, tem no entanto o “mau hábito” de tantas plantas anuais. Quando se sente stressada, reúne o conselho de administração e a decisão é quase sempre, mandar fazer flores e sementes para garantir a geração seguinte (é que neste competitivo mundo das plantas não se correm riscos à toa). O que é bom para o aneto, é mau para quem o quer usar com frequência. Há que semear e deixá-lo ter espaço para alargar raízes, pois o “menino” precisa de largueza para não accionar o plano de emergência.

Muito semelhante ao funcho (Foeniculum vulgare), com o qual é muitas vezes confundida, tal como com o aniz ou erva doce (Pimpinella anisum). Esta trindade de plantas é alvo de frequentes confusões pelo que convém sempre ter a certeza de qual queremos utilizar, dependendo da finalidade, para que o resultado final seja o desejado. Para adquirir, clique aqui.

http://www.cantinhodasaromaticas.pt/loja/condimentos-bio-cantinho-das-aromaticas/aneto-bio-embalagem-20g/

Construção em terra, pedra e madeira

Construção em taipa do novo posto de observação de aves no Cantinho das Aromáticas. Projeto de construção sustentável em parceria com a Ordem dos Arquitetos do Norte. Lintel de fundação em pedra/bloco cerâmico e uma parede em taipa complementada com uma estrutura em madeira, recorrendo à reutilização de matérias-primas diversas. Será parcialmente coberto de vegetação. Nós gostamos muito!!!


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A viciante

Erva príncipe (Cymbopogon citratus)

Esta planta é cheia de surpresas. Quem diria que, ao olhar para o seu aspecto de mais uma gramínea qualquer, esta planta exalaria um forte cheiro a limão e que seria uma das plantas aromáticas mais importantes do planeta?! Embora de hábitos tropicais vive bem entre nós, se cultivada com prudência. Chego a achar a sua infusão viciante e raro é aquele que a prova e não quer mais!!!

Os primeiros exemplares que recebi há muitos anos de um amigo foram cuidadosamente cultivados em estufa, com o objectivo de crescer e prosperar. Algumas semanas depois, agradecidos pelo bom trato de que foram alvo, cresceram tanto que deixaram o velho caseiro confuso na hora de controlar as infestantes!!! 

Na dúvida fez aquilo que tantos fazem perante uma planta que não soa familiar: cavou e removeu!!! O desastre!!! A incúria!!! Valeu encontrar alguns exemplares, pouco tempo depois, jazendo na pilha de compostagem, já quase sem vida... Desses se fizeram muitos outros, tantos quantos se podem encontrar em muitos dos jardins portugueses que a têm!!!

É um 2 em 1 já que os seus caules são comestíveis, sendo um dos ingredientes mais importantes da cozinha asiática. Também é conhecida como chá de príncipe, erva-limeira ou capim-limão. Nenhum jardim deveria viver sem ela, já que funciona como um excelente repelente de pragas. Adoro usar os caules limpos desta planta para mexer demoradamente bebidas de elevado teor alcoólico. Para adquirir, clique nos ícones abaixo.

Erva-príncipe Bio, embalagem 40g infusão

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Infusão Erva-Príncipe Bio, Lote Reserva


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Certificação GlobalGAP

O crescimento dos mercados à escala global tem levado ao aumento das exigências por parte dos clientes de produtos agrícolas. O GlobalGAP é o referencial de certificação voluntário mais procurado por quem pretende exportar os seus produtos, uma vez que é reconhecido à escala mundial.

O GlobalGAP, implica o cumprimento de medidas a nível de gestão da exploração, saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores, gestão de resíduos e poluentes, ambiente e conservação, gestão de reclamações, rastreabilidade e segregação e segurança e higiene alimentar.

A certificação GlobalGAP permite:

- Garantir a qualidade e segurança dos nossos produtos;
- Aceder aos mercados internos e de exportação mais exigentes;
- Melhorar a organização interna da exploração.

O Cantinho das Aromáticas é a primeira empresa portuguesa, produtora de infusões e condimentos a obter esta certificação, que se vem juntar à certificação em modo de produção biológico e kosher, que caracterizam todos os nossos produtos. 

Queremos que a experiência de consumir as nossas ervas seja cada vez uma experiência mais sustentável, justa para todos os envolvidos no processo produtivo e sensorialmente espetacular para quem as utiliza.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A favorita


Também conhecida como lúcia-lima, doce-lima, bela-luísa. É a minha planta aromática favorita do planeta Terra. Não há igual. Uma tia minha tem o limonete mais antigo que conheço. Foi plantado por mim, ainda um jovem aspirante a jardineiro!!! 

É uma excelente planta de companhia, que gosto de cultivar perto de locais de passagem ou sob a influência do vento, que transporta as voláteis substâncias que produz, só para nos agradar, porque esse é o papel que lhe foi reservado na conjugação criativa que nos foi proporcionada. Num mundo que tende para o caos, ter acesso a esta planta é como ter todos os dias oportunidade de começar tudo de novo, fazer melhor, renascer.

Não posso esquecer o que senti quando o conheci pela primeira vez... Uma forte paixão, que entretanto evoluiu para um amor maduro, leal e duradoiro, até que a morte nos separe. Ainda há pouco tempo tinha em cultivo o maior campo do país desta planta, que viajou às toneladas, durante mais de 6 anos, para o sul de França e daí para o mundo, “embrulhada” em cosméticos, infusões e fitoterápicos.

Foi esta planta que me ensinou uma das maiores lições, enquanto agricultor em modo de produção biológico. Todos os anos algures em Maio, são aos milhões os afídeos que se desenvolvem nos seus jovens rebentos, para logo de seguida serem devorados por uma legião de joaninhas, numa magnífica batalha que se desenrola num microcosmos só acessível a quem está atento e quer fazer o mundo evoluir para longe dos pesticidas e dos desequilíbrios impostos pelo ritmo actual dos eventos. Para adquirir, clique aqui.

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sábado, 6 de dezembro de 2014

Presentes de Natal com Visão

A nossa caixa de madeira com 60 saquetas (o mesmo que dizer 60 doses de prazer...) de infusão será um presente de Natal maravilhoso, de acordo com a Revista Visão!!!


Horário de Natal

Este ano estaremos abertos no horário habitual, de segunda a sexta, das 09,00 h às 18,00 horas, e aos sábados das 09,30 h às 12,30 h e das 14,30 h às 18,00 horas. Também no feriado de 8 de Dezembro e no dia 24 de Dezembro estaremos abertos ao público, até às 16,00 horas.

Campanha de Natal

Com sugestões de Natal deste calibre e com dias tão lindos pela frente, nem sei como é possível evitar fazer-nos uma visita...



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A confiável


Salsa é filetes de pescada com salada russa ao Domingo ao almoço em casa da avó. É as pataniscas e os bolinhos de bacalhau da Ribeira do Porto, é adorno no canto da travessa no fim da farta refeição. Cheira a lugar seguro, onde tudo parece fazer sentido, excepto quando em jeito de pecado imperdoável, a lançam com fartura no meu arroz de marisco.

Para muitos, é a única referência, a que detém o exclusivo de pertencer ao repasto duramente conquistado na labuta diária. Merece todo o carinho e respeito, é uma senhora distinta, de incalculável valor alimentar e medicinal. Qualquer um que se queira envolver com ela, tem que estar bem preparado, que não vai lá com jovens inexperientes. A germinação é difícil e não aceita viver num sítio qualquer. Eu que a conheço bem, sei quanto gosta dos muros frescos e sombrios das aldeias da minha infância.

Para um olhar menos atento, a confusão com o coentro (Coriandrum sativum) é possível, mas basta colher um pouco e cheirar para esclarecer. Salsa faz-se com pouca luz, coentro carrega de sabor ao sol. Se as quiserem juntar pois que o façam no prato, que nós por aqui também gostamos muito!!!

Salsa crispada (Petroselinum crispum var. Crispum)
Apresenta folhas muito bonitas, crispadas, que lhe conferem um carácter muito ornamental (quer no jardim, quer no prato), razão pela qual é cada vez mais procurada. De porte inferior ao da salsa comum, cheira igual. Gosto de cultivar as duas! Sempre achei que a salsa comum veste calças e esta veste um maravilhoso vestido tipo sevilhanas... ambas de enorme bom gosto, claro. Para adquirir, clique aqui.

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Cantinho das Aromáticas na PortugalFoods

A história do Cantinho das Aromáticas e aquilo que fazemos todos os dias, as diferentes estratégias que fomos seguindo para afirmar a marca, a investigação desenvolvida, na melhor forma de agricultura do planeta, a agricultura biológica, tudo nestes 2 vídeos da Portugalfoods TV.


A internacionalização da marca Cantinho das Aromáticas e a importância da adesão ao Portugalfoods. Novos fenómenos de marketing. Somos uma marca cool, somos charmosos, produzimos da semente ao produto final, o que nos torna invulgares, conhecemos de forma muito profunda todos os processos envolvidos na construção dos nossos produtos. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

És tão doce


Existem inúmeras espécies e variedades desta planta, só mais recentemente introduzida como ingrediente acessível entre nós. Originária das Américas, a espécie Stevia rebaudiana é cada vez mais utilizada como substituto do açúcar. É notável a capacidade que tem para adoçar, sentindo-se facilmente quando se mastiga uma das suas folhas frescas. 

No entanto, é depois de seca e reduzida a pó que as suas propriedades adoçantes mais se identificam. De tal forma, que pode ser dezenas de vezes superior ao açúcar. Não resiste a altas temperaturas, razão pela qual a sua utilização em doçaria, por exemplo, pode ser limitada. Será uma saudável alternativa a curto prazo ao açúcar refinado.

Os portugueses são dos grandes responsáveis pela globalização dos ingredientes que hoje o mundo consome regularmente. O Infante D. Henrique viu na cana sacarina (Saccharum officinale) uma fonte de financiamento dos seus planos de expansão, organizou com cuidado o seu cultivo nas ilhas. 

Entretanto foi sendo introduzida e cultivada nos novos territórios conquistados. Mais tarde o comércio de açúcar na Europa passou a estar quase integralmente nas mãos dos portugueses. Esta planta foi o sustentáculo do povoamento e da colonização, o “ouro branco” que Portugal usou como moeda na Epopeia dos Descobrimentos.

Com baixo valor calórico, a stévia é já um dos novos ingredientes da cozinha mundial, tendo mesmo ultrapassado um complexo jogo de interesses que visava a sua ilegalização em vários países. Tão fácil de cultivar por cá, quem sabe se não será este o ingrediente sustentáculo da colonização, hoje menos arrojada, da outra metade do nosso país onde não vive quase ninguém?! Para adquirir, clique aqui.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O omnipresente


Também conhecida entre nós como alfádega ou basílico. Não há quem não o conheça, tenha ouvido falar ou provado. Mais um casamento perfeito, manjericão e tomate, queijo, azeite, pinhões de Portugal, flor de sal... É para toda a vida!!! Há uma enorme panóplia de espécies e variedades, cores, tamanhos e cheiros que o tornam ainda mais interessante.

Veio da Índia juntamente com a sua prima de folhas pequenas, o manjerico (O. minimum), que por cá gostamos tanto de usar para celebrar os Santos e até já fomos especialistas a oferecê-lo ao outro como prova de amor. Hoje em dia esse amor também se prova à mesa e o manjericão é a erva ideal para o primeiro dia do resto das nossas vidas, frente a tachos e apetrechos que tal.

Talvez seja aquela planta que melhor nos dá a perceber como é bom produzir em casa, pois é tão sensível à logística dos tempos modernos, que rapidamente perde qualidade, desde a colheita até chegar ao frigorifico lá de casa (onde também não gosta de estar, demonstrando-o com folhas queimadas e enegrecidas). Gosto de sugerir a plantação em floreiras, junto a janelas, pois ajuda a manter os insectos picadores afastados.

Cuidado quando começarem a experimentar novas variedades, gera vontade de ter mais e mais... e de repente fazem parte de um grupo qualquer que troca sementes e experiências pessoais. Seguir-se-à a floreira na varanda, uma horta urbana ou até algo verdadeiramente inesperado, como tornarem-se agricultores profissionais!!! Nada que já não tenha visto acontecer!!!

Manjericão canela (Ocimum basilicum ‘Cinnamon’)
Ultimamente, tem ocupado boa parte da atenção das minhas papilas gustativas, desde que descobri o incrível prazer de degustar a sua infusão. De todas as variedades que já experimentei, esta enche-me as medidas de uma forma especial, pela enorme complexidade de aromas e persistência de boca. 


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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O irascível


Um selvagem irascível, difícil de domar, manhoso, que às vezes se faz passar por princesa manjerona (Origanum majorana), incólume e seguro da sua fama, que o precede e o sustenta. Talvez por tudo isto, seja tão fascinante, como uma planta de simples modos pode dominar o mundo, e nós, fascinados, vergamos à sua vontade!

De todas as plantas que cultivo (e são muitas), é mesmo a única que muda radicalmente de comportamento, em relação às suas parentes espontâneas. Quando colhidos onde escolheram germinar e crescer, já com hastes floridas, são fortemente aromáticos. Já cultivados, tornam-se gordos e aburguesados com folhas largas, mas com menos apetência para cheirar, para nos fazerem felizes. Ora isso não se lhe perdoa facilmente...

O certo é que ele volta, quando menos esperamos e lá se imiscui numa salada, é embrulhado numa massa ou atinge o topo de uma pizza. Fazemos as pazes e esperamos que não volte a acontecer. Cientes agora que algures uma princesa encantadora o poderá substituir, sem nos fazer sofrer nunca mais. Ainda assim, gosto de ti orégão! Gosto do que fazes pelas minhas azeitonas, pelos azeites que só tu sabes enaltecer, gosto de me cruzar contigo quando estás em flor e me fazes esquecer que não existo sem ti.

Existem diversas espécies à venda nos viveiros, aparentemente semelhantes, mas de carácter essencialmente ornamental, variando quer no porte, quer na cor das flores e sobretudo nos aromas que apresentam (O. virens; O. onites; O. dictamnus). Para adquirir, clique aqui.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Exquisite. Wow! Taste That

Hoje, na revista inglesa dos Great Taste Awards, distribuida a nível nacional, em Inglaterra.

Luís Alves agronomist selects the youngest, sweetest leaves with the highest concentration of oils for a "lush, fruity taste, notes of lemon and a pleasant lingering aftertaste". Produced organically, this herbal tea is a "sumptuos green colour" and can be drunk hot or cold as a wine substitute at mealtimes.


O tamanho conta


No vasto mundo das malaguetas, o tamanho conta. É verdade. Quanta mais pequeno é o fruto, mais picante é a experiência, na escala do dito e que no limiar é considerado um desporto radical. Como demonstrou o mestre jardineiro de Serralves, quando há uns anos lá fui encarregado dos jardins.

Senhor dos seus mais de 70 anos, aquele era o dia de colher das pequenas, de mãos nuas. De repente, a súbita vontade de por ali num canto fazer xixi, que a bexiga estava cheia e a próstata já não andava boa… 

Eis que desata a correr desalmadamente avenida adiante, de tal forma que achei que teria batido um recorde sénior qualquer. Afinal aprendeu uma coisa nova nesse dia, não se colhem malaguetas pequenas para depois se contactar com as partes mais sensíveis do nosso corpo logo a seguir, porque faz arder e muito!!!

Também conhecidos por chili, gindungo ou piripiri, existem diversas espécies e centenas de variedades (C. annuum; C. frutescens; C. baccatum; C.chinense; C. pubescens), uns mais doces, aos quais chamamos pimentos, outros mais picantes.

Os portugueses contribuíram para a globalização destas plantas, que transportámos das Américas e distribuímos pela África e pela Ásia. Enquanto os doces se difundiram em todas as latitudes como plantas hortícolas passando a ser consumidos assados, fritos ou crus em salada, os picantes afirmaram-se sobretudo nas regiões tropicais. No Oriente, apesar do consumo regular de especiarias, atingiram grande difusão, de tal forma que são fundamentais na preparação do caril, tal como o conhecemos hoje. Para adquirir, clique aqui.

http://www.cantinhodasaromaticas.pt/loja/condimentos-bio-cantinho-das-aromaticas/malaguetas-bio-embalagem-20g/

Fomos invadidos pelo espiríto natalício!!!

A loja do Cantinho foi invadida pelo espírito natalício!!! E que lindos ficam os nossos produtos como enfeites de Natal. Visite-nos, fuja da loucura dos centro comerciais, procure prendas sustentáveis e aproveite para passear e descontrair pelos jardins produtivos fantasticamente aromáticos!!!






sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A revelação


Há uns anos, era eu ainda um jovem aspirante a jardineiro, fui convidado para um jantar especial em casa de uns que tomaram a opção do vegetarianismo. Rude e mal informado (receando passar fome) lanchei a medo, antes de me aventurar pelos estranhos caminhos dos consumidores exclusivos de vegetais.

À chegada, fui recebido de forma que jamais esquecerei: vinho branco fresco à minha esquerda e folhas de salva, passadas em polme de farinha e ovo, levemente fritas em azeite, escorridas em papel de cozinha, à direita. Crocantes, estaladiças e absolutamente sofisticadas, foram uma espécie de tapete vermelho que percorri para um universo que desconhecia. Evoluí!!!

Esta é uma das plantas mais importantes ao alcance do homem. A vasta amplitude das suas inúmeras propriedades revela-se a cada dia que passa, à medida que novos estudos nos vão desvendando aquilo que o conhecimento empírico transporta há milhares de anos.

Associada pela moderna ciência à fertilidade feminina, ao tratamento de Alzheimer, ingrediente de diversos cosméticos, fitoterápicos, é também uma brilhante planta condimentar que deve merecer todo o nosso esforço e atenção, no longo caminho que temos a percorrer, na necessária mudança do paradigma alimentar, no sentido de uma alimentação mais saudável para o indivíduo e de uma atitude mais consciente para com o planeta que nos hospeda.

Salva ananás (Salvia elegans)
É uma prima sul-americana desta espécie mediterrânica. Elegante, abrilhanta qualquer sitio onde a quisermos cultivar, exibindo vistosas flores vermelhas em grande número, ao mesmo tempo que exala um maravilhoso perfume a ananás nos dias mais quentes do ano. Sensível ao frio, pode ser cultivada em vasos e recolhida para local protegido de Inverno. Deve ser severamente podada, todos os anos, para evitar que envelheça precocemente, estimulando assim novas rebentações e floração abundante. Para adquirir, clique aqui.

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Certificado Kosher Parve

Todos os produtos produzidos pelo Cantinho das Aromáticas tem certificado kosher parve. O certificado kosher é um documento emitido para atestar que os produtos fabricados por uma determinada empresa obedecem as normas específicas que regem a dieta judaica ortodoxa. É mundialmente reconhecido e atribuído como sinónimo de controle máximo de qualidade.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A das memórias

Há plantas assim, que nos fazem viajar no tempo, até aqueles momentos que nos marcaram de forma impressionante, alguma vez na vida. Pois a segurelha é uma dessas plantas. Assim que a esfrego na mão, entro num portal temporal que me transporta até às carteiras da quarta classe e das reguadas (poucas) que levei da professora Conceição, por roer avidamente os meus Viarco nº 3, com as duas dentolas frontais que vieram substituir a caduca dentição de leite.

Aquele sabor especial de lápis grafite vive alojado nas masmorras olfactivas do meu cérebro. Nas minhas e nas de tantos outros a quem tenho dado a conhecer esta inusitada relação. Ainda hoje vibro com a surpresa espelhada nas faces dos membros da irmandade dos antigos roedores de lápis, ao sugerir cheirar segurelha. É mágico!!!

Outro aspecto a realçar nesta planta é o casamento a roçar o perfeito que estabelece no prato com leguminosas, incluindo o bónus de reduzir ou eliminar a probabilidade de flatulência, em caso de consumo excessivo dos traiçoeiros grãos. Até um simples creme de cenoura fica outro quando momentos antes de servir é pontuado com umas poucas de folhas, frescas ou secas. Não sei o que seria da minha vida sem favas salteadas com segurelha!!! Até porque com uma planta condimentar deste calibre o céu é o limite.

Existe uma outra espécie vulgarmente utilizada em cozinha, a segurelha anual ou segurelha das hortas (Satureja hortensis), de aroma um pouco mais fino e delicado. Também chamam a esta, segurelha de verão, em contraposição, segurelha de Inverno à qual acabámos de conhecer. Para adquirir, clique aqui.

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17ª Feira do Empreendedor

Mais uma vez, serei orador na Feira do Empreendedor, na sua 17ª Edição. Sábado, entre as 10,00 e as 11,00 horas, na Sala D. Maria, Centro de Congressos da Alfândega do Porto. Empresas e a agricultura biológica serão o mote da minha palestra.

Estamos aqui!!!

A todos os amigos, familiares e seguidores do Cantinho das Aromáticas informamos que, como habitual, esperamos que façam parte das suas compras de Natal na nossa loja na Quinta do Paço. Tal como sempre, está aberta ao público de Segunda a Sábado, das 09,00 às 18,00 horas.

São vários os meios de transporte para cá chegar comodamente, dos quais destaco o comboio, que pára bem perto, no apeadeiro de Coimbrões, Vila Nova de Gaia. Podem trazer a bicicleta ou o cão, que os senhores da CP deixam e a pegada é pequenina!!! Até já!!!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Os cavalheiros

Tomilhos - (Thymus sp.)

Os tomilhos são cavalheiros de uma correcção extraordinária. Comportam-se à mesa como cavaleiros heróicos na magnífica epopeia alimentar dos povos do mediterrâneo, nobres representantes do melhor que a nossa flora e gastronomia tem para partilhar com o mundo. E são tantas as espécies e variedades, que proporcionam diferentes notas de prova, que praticamente podemos usar uma em qualquer situação. Entre nós são dos melhores aliados na redução do consumo de sal, tão nefasto ingrediente na saúde geral da população, cujo pecado não é ser mau, mas ser consumido em excesso.

Andam por ai perdidos, dos montes e montanhas até às dunas das praias do nosso país, alguns são mesmo espécies endémicas (Thymus carnosus; Thymus camphoratus), muito raras e ameaçadas, que já tive a alegria de encontrar em alguns paraísos botânicos, que vão resistindo às nossas agressões. O que seria de alguns dos melhores queijos nacionais se não existissem tomilhos para as cabras e ovelhas pastarem nas Serras de Portugal?

Tal como na epopeia dos portugueses pelo mundo, também gostam de se misturar com “indígenas locais”, dando origem aos “mulatos” que tantas vezes surgem nos jardins, tão diferentes dos seus progenitores, quer em aspecto, quer em aroma. Existem dezenas de espécies de tomilhos com interesse condimentar e medicinal.

Tomilho bela-luz (Thymus mastichina) - Espontâneo no nosso país, é um endemismo ibérico e um maravilhoso património genético que ainda não apresentamos convenientemente ao mundo. Por isso também é capital cultural, pois é usado como substituto do sal pelas populações da montanha há gerações. É o meu tomilho favorito. Fica apresentado, espero que em breve o consigam conhecer melhor. Inigualável no mundo dos tomilhos e incomparavelmente superior, é nosso, é português. Para adquirir, clique aqui.

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Tomilho-vulgar (Thymus vulgaris) - É cultivado no nosso país e é também a espécie mais comercializada. É uma das mais importantes plantas condimentares do planeta. Indispensável em qualquer cozinha. Para adquirir, clique aqui.

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Tomilho limão (Thymus x citriodorus) - É um híbrido que surge essencialmente cultivado nas hortas e jardins. É impossível ficar indiferente ao seu maravilhoso cheiro a limão, que me faz viajar no tempo, até à carta dos gelados da Olá da minha infância, onde o Fizz limão tantas vezes reunia as minhas preferências. O cheiro é igual!!! Já a infusão excede todas as expectativas, chegando mesmo a deslumbrar pela maravilhosa surpresa. Para adquirir, clique aqui.

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Workshop Produção de Ervas Aromáticas 2015

No fim de semana de 31 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 2015, leccionarei um workshop vocacionado para potenciais produtores, onde poderá aprender todas as técnicas utilizadas no cultivo, colheita, secagem e armazenamento/embalamento de ervas aromáticas medicinais e condimentares, ficando cada participante com as ferramentas indispensáveis para dar início ou continuidade a um projecto profissional de agricultura nesta área. Para adquirir o workshop, clique aqui.

http://www.cantinhodasaromaticas.pt/loja/workshop-loja/workshop-producao-de-ervas-aromaticas-31-de-Janeiro-e-1-de-Fevereiro-2015/

Orientação: Luís Alves (teórico/prático)

Datas: Sábado e Domingo - 31 de Janeiro e 01 de Fevereiro de  2015
 
Horário: 10,00 às 12,30h e das 14,00h às 17,00 horas, no Cantinho das Aromáticas

Público-alvo: Geral 300 €/pessoa, IVA incluído

Número mínimo de participantes: 8

Número máximo de participantes: 25

Para inscrições e mais informações:

Cantinho das Aromáticas
Rua do Meiral, 508
4400-501 Canidelo
Vila Nova de Gaia

Tlf: 227710301

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

APRESENTAÇÃO: Análise do programa, expectativas.

AGRICULTURA BIOLÓGICA
Conceitos, princípios e objectivos;
Fundamentos e práticas em produção de PAM.

CULTIVO DE PLANTAS AROMÁTICAS E MEDICINAIS (PAM)
As principais plantas aromáticas e condimentares a cultivar;
Sistemas de cultivo;
Preparação de solo;
Rega;
Pragas e doenças;
Mão-de-obra.

MÁQUINAS, FERRAMENTAS E UTENSÍLIOS
Principais máquinas, ferramentas e utensílios necessários.

COLHEITA, SECAGEM E ARMAZENAMENTO
Calendário de colheitas;
Como secar correctamente; Armazenamento.

PROCESSAMENTO
Aspectos fundamentais no processamento primário.

MERCADOS
Potenciais mercados de PAM.

COMPONENTE PRÁCTICA NO EXTERIOR