Catástrofes naturais custam mais de 100 mil milhões de euros às seguradoras em 2025
Quando se afirma que a crise climática e a perda de biodiversidade são apenas uma “narrativa” ou uma agenda para complicar a vida às empresas, convém olhar para os números.
Em 2025, as perdas seguradas por catástrofes naturais ultrapassaram os 100 mil milhões de euros. Pelo sexto ano consecutivo.
Isto não é retórica. É economia real. O risco climático já está a ser pago, todos os anos, em incêndios, cheias, tempestades e colapsos ecológicos. Ignorar a natureza não protege as empresas, aldeias, vilas e cidades. Cria problemas muito maiores.
É fundamental que, em conjunto, empresas, estado e sociedade civil, saibamos orientar os investimentos para onde eles verdadeiramente fazem diferença, no restauro ecológico, na florestação com espécies autóctones, na recuperação da orla costeira, das linhas de água e galerias ripícolas, das zonas húmidas e de tantos outros ecossistemas que, de forma discreta, sustentam a nossa segurança, a nossa economia e a nossa qualidade de vida.
Este tem sido o nosso grande desafio profissional na Negrilho Consulting, ajudar a ler o território com rigor, transformar risco em responsabilidade e compromissos em ação concreta.
Porque investir na natureza não é um luxo ideológico. É uma decisão estratégica, informada e profundamente racional. No fim, proteger a natureza é proteger o futuro comum.
Fonte: Jornal PT Green

Comentários