Mundial de Variedades de Espécies Agrícolas e Hortícolas Tradicionais - Cromo 21 - Feijão Tarreste

Inspirado no Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Agrícolas e Hortícolas 2026, decidi lançar esta coleção de cromos dedicada às variedades tradicionais de hortícolas portuguesas que estão a competir no Mundial de Variedades de Espécies Agrícolas e Hortícolas Tradicionais, atualmente a decorrer no Entroncamento.

Espero que esta coleção se venha a tornar num fenómeno!

E que ajude a dar a conhecer algumas das hortícolas mais emblemáticas do nosso património agrícola.

O quinto cromo que apresento é dedicado a uma das hortícolas tradicionais portuguesas mais enraizadas no Alto Minho, o Feijão Tarreste.

O número 21 da nossa seleção. Entra em campo como quem sabe que certos números carregam sempre mais do que a posição no alinhamento. Traz a força guardada no grão, discreta no tamanho e enorme naquilo que representa. 

É feijão de trepar, daqueles que precisam de vara, tempo e mãos próximas. Sobe devagar, enrola-se ao suporte, ganha altura no campo da horta e vai formando vagens como quem acrescenta uma nova época à promessa de continuar.

Vindo dos concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, pertence ao grupo das variedades de conservação, onde se inscrevem variedades autóctones ou naturalmente adaptadas às condições locais e regionais, ameaçadas de erosão genética. 

Há nele uma ideia de equipa que começa antes do jogo, quando alguém escolhe os melhores grãos, guarda a semente e prepara a próxima sementeira. Um grão chama outro grão, uma colheita chama outra colheita, e a horta mantém em campo aquilo que merece continuar a ser chamado pelo nome.

Na cozinha, joga de lume lento. Dá corpo às sopas, engrossa o caldo, segura pratos de tacho e pede lume certo. Não precisa de grande aparato para tomar conta da panela. Basta-lhe tempo, água, sal, paciência e a companhia certa. Um feijão das serras da Peneda e do Soajo, vara e persistência, feito para lembrar que algumas vitórias começam muito antes do apito inicial, no cuidado de guardar a semente para o ano seguinte.

A fase de grupos já começou e a competição promete ser renhida. Couves, feijões, cebolas, abóboras e cenouras disputam a preferência do público numa prova onde contam a história, a resistência, a adaptação ao território e o valor patrimonial de cada variedade.

Para reunir todos os cromos, poderá descarregar gratuitamente a magnífica caderneta oficial nesta ligação:

Fique atenta(o) aos próximos cromos. Acreditamos que esta é a melhor seleção de sempre. Portugal!


 

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