sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Cantinho das Aromáticas no programa Biosfera, na RTP2

No próximo dia 2 de Janeiro apresentarei o projecto Cantinho das Aromáticas no programa Biosfera da RTP2, às 19h, Aproveite esta oportunidade para nos conhecer melhor!

Repetição do programa:

RTP2
03/01/08 à 1.45h

RTPN
06/01/08 às 22h
08/01/08 às 20h

quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Plantas Aromáticas na Jardinagem Biológica

Sabia que pode ter um jardim ou uma horta livre de pragas ou doenças sem ter que utilizar os pesticidas convencionais de síntese?
Uma boa forma de começar passa pela escolha e plantação de algumas espécies de plantas que atraem determinado tipo de insectos, chamados predadores, que por sua vez se alimentam de outros insectos, que normalmente causam estragos. A hortelã-pimenta, a calêndula, os loendros e os sabugueiros atraem as joaninhas, que são terríveis predadores do piolho ou afídeo verde. Um só exemplar pode devorar centenas destes nefastos insectos. Considere-se privilegiado se ocorrerem joaninhas no seu jardim, pois estas são como que uma espécie de exército aliado que combate os inimigos das plantas.
Outras plantas, como o funcho, as alfazemas, as heras e até as silvas possuem o mesmo efeito de atracção sobre outros insectos predadores.
Existem também plantas que têm acção atraente ou repelente sobre determinadas pragas, como a saponária, que repele caracóis e lesmas, o tomilho-vulgar, que plantado na horta ou jardim, repele a lagarta da couve, o cravo-túnico e as chagas, que repelem a mosca-branca. Todas elas contribuem para a limitação natural destas pragas, sem que tenhamos de recorrer a pesticidas que são nocivos para a saúde e para o meio ambiente.
Outro factor importante a ter em conta é a fertilidade do solo. A maior parte das pessoas não sabe qual a composição em termos nutritivos do solo do seu jardim, embora continue a aplicar adubos e correctivos “a olho”. É muito importante analisar o solo pois este é a base nutritiva onde as plantas vão recolher o que necessitam para sobreviver. Quanto mais equilibrado estiver um solo em termos nutritivos, mais saudáveis serão as plantas instaladas e, por consequência, mais resistentes a pragas e doenças. Procure analisar o solo do seu jardim e, quando necessário, aplicar adubos orgânicos em vez dos tradicionais adubos químicos de síntese. Os adubos orgânicos contribuem para a manutenção da fertilidade do solo a longo prazo, além disso ajudam a preservar a água.
Um dos melhores adubos que pode preparar de forma caseira é aproveitando 1 quilo de urtigas frescas, triturar, misturar com 9 litros de água num recipiente não metálico, deixar 15 dias de molho e depois coar e armazenar. Poderá diluir este preparado em água, numa razão 50/50 e aplicar sobre as plantas. O resultado é fantástico.
Quando as pragas ou doenças se instalam, causando estragos, existem formas de as combater, mais uma vez, sem recorrer aos pesticidas de síntese. A utilização do sabão de potássio diluído em água para combater insectos apresenta normalmente óptimos resultados e o alho diluído em água é um excelente anti-fúngico. O enxofre pode ser polvilhado para combater o aranhiço-vermelho nas plantas atacadas.
Por último, respeite e favoreça a permanência de aves, répteis e alguns mamíferos, como o ouriço-cacheiro, sendo este uma forma natural de limitar a população de caracóis e lesmas, sendo que na maior parte dos casos todos contribuem para o equilíbrio imprescindível, necessário para a existência de vida na Terra.

Erva príncipe - aroma fabuloso!!!

A Erva-príncipe (Cymbopogon citratus) surge espontaneamente nas savanas da Índia meridional, Indonésia e Malásia, e é bastante cultivada em África e no Brasil, como planta medicinal e condimentar, fornecendo a indústria cosmética, farmacêutica e alimentar.

Sendo uma gramínea, forma aglomerações robustas (touças) que exalam um forte e agradável aroma a limão. É extremamente rústica e fácil de cultivar, representando uma excelente opção para constituir, juntamente com outras plantas, bordaduras informais em jardins irrigados.

Se cultivada em modo de produção biológico poderá, de acordo com a minha experiência, representar uma interessante fonte de rendimento, pois as suas folhas secas são muito procuradas na Europa por diversas indústrias, embora sempre em grandes quantidades e de boa qualidade.

Infelizmente não tolera temperaturas inferiores a 0 ºC, podendo mesmo morrer. Quando em climas frios, pode ser cultivada facilmente em vasos, para que posteriormente se possa recolher nas épocas mais desfavoráveis.

Na arte culinária asiática, os caules frescos são usados como tempero, especialmente com peixe e carne. Das suas folhas frescas ou secas faz-se uma infusão com um fantástico aroma a limão, sendo esta uma das mais agradáveis surpresas da planta, podendo ser tomada com regularidade pelas suas reconhecidas propriedades digestivas.

As folhas devem ser colhidas 3 a 4 dedos acima do ponto de inserção no caule, para que este possa rebentar novamente e manipuladas com cuidado pois cortam a pele com alguma facilidade. Ter o cuidado de filtrar cuidadosamente as infusões de forma a evitar a passagem dos microfilamentos presentes nas folhas.

Nos últimos 2 anos a procura desta planta em Portugal aumentou muito, sobretudo por criadores de cães que a tem utilizado como repelente de insectos picadores, transmissores de uma terrível doença mortal, a lesmaniose, plantando-a em maciços, na envolvente dos canis. Esta procura deve-se à popularidade das propriedades repelentes do óleo essencial da planta sobre estes insectos, também por vezes designado por óleo de citronela. Este é também utilizado no fabrico de perfumes, sabões, cosméticos e como aromatizante na indústria alimentar.

A sua propagação faz-se apenas por divisão de caules, na Primavera ou no Outono, uma vez que no nosso clima esta planta não produz sementes.

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domingo, 23 de Dezembro de 2007

Absinto, planta de muitas facetas

O absinto (Artemisia absinthium) é um arbusto de folhagem finamente recortada, prateada, que liberta um aroma forte e intenso, que não dá lugar a meio termo em termos de gosto: ou se ama ou se detesta. Com inúmeras utilizações enquanto planta medicinal, tem entre outras propriedades tónicas, digestivas e vermífugas, sendo citada em diversas obras importantes de várias culturas ao longo da história da humanidade.

Dá o nome a um licor que foi muito utilizado ao longo dos tempos, sobretudo no século XIX, por pintores, escritores e outros, que seriam influenciados pelas propriedades alucinogénicas da bebida, entretanto proibida numa série de países europeus. É vulgar no entanto a comercialização do extracto, muitas vezes consumido nas modernas bebidas flamejantes que hoje em dia os jovens consomem nas saídas nocturnas.

Espontâneo no norte do país, embora raro, pode atingir 1 metro de altura e igual diâmetro, formando tendencialmente uma copa redonda, que pode ser acentuada se tivermos o cuidado de o podar com regularidade, já que nos nossos jardins tem normalmente excelentes condições para viver, pois encontra muito mais do que o que necessita para se instalar por muitos anos.

No estado espontâneo vive normalmente em solos muito pobres e secos, em zonas altas e muito expostas ao sol, e por estar perfeitamente adaptado a estas condições, representa uma excelente alternativa para constituir jardins de baixa manutenção, já que a planta, depois de instalada, não necessita de sistema de rega para sobreviver, mesmo em terrenos com solos muito pobres em nutrientes. E as boas notícias não terminam aqui: é talvez um dos melhores repelentes de pragas que temos ao dispor no jardim, já que a maior parte dos insectos não tolera a sua presença e por isso não se instala nas redondezas. Apenas os afídeos negros conseguem sobreviver na planta, sem no entanto lhe provocar estragos.

Existe uma receita muito simples de um insecticida biológico a fazer com as podas da planta e que qualquer um poderá utilizar em casa para combater afídeos, mosca-branca, aranhiço, pulgas, traças e até moscas. Podar o arbusto, retirar cerca de 9 quilos de folhas frescas para 1 litro de água. Mergulhar tudo num bidão plástico e tapar. Deixar em repouso durante cerca de 3 semanas, depois coar o preparado e misturar 1 parte deste com uma parte de água fresca (ex: 2,5 litros do preparado misturados com 2,5 litros de água) e pulverizar as plantas atacadas ou até capoeiras ou outras instalações de animais domésticos. Os resultados são fantásticos!!!

Fácil de propagar, o melhor método é o da estacaria, que pode ser realizada desde o início da Primavera até ao fim do Verão. O seu desenvolvimento é muito rápido, o que leva necessariamente a que tenhamos de podar para conter o seu vigor e evitar a formação de caules lenhosos, que contribuem para o envelhecimento precoce da planta.

Planta fundamental para quem deseja ter uma horta/jardim biológico, pelas suas múltiplas e úteis facetas.

Disponível aqui.

Hortelã que é pimenta!!!

Híbrido da Mentha aquatica (hortelã-mourisca) e Mentha spicata (Hortelã-vulgar), a hortelã-pimenta (Mentha x piperita) é originária da região mediterrânica da Europa. O seu nome científico, "Mentha", está associado à história da ninfa Menta, da mitologia grega, e do deus Plutão, que, por se amarem muito, despertaram o ciúme de Perséfone. Esta, sentindo-se traída, transformou Menta numa planta destinada a crescer nas entradas das cavernas que davam acesso ao inferno. A palavra "piperita" foi atribuída em alusão ao seu sabor apimentado.

É utilizada há milhares de anos, pelas suas fortes e diversas características aromáticas e medicinais, que a tornam uma das plantas mais versáteis e procuradas do planeta na actualidade.

Exala um fantástico aroma, pelo que se torna indispensável em qualquer jardim, enquanto ornamental, medicinal, aromática e condimentar. Pode fazer-nos companhia num simples vaso ou canteiro, num qualquer recanto, independentemente do tamanho do jardim. Ideal para cativar a atenção das crianças para as plantas, pois é muito associada a diversos produtos alimentares, com o seu aroma forte e mentolado.

Esta planta vivaz nem sempre produz flores. Fornece alguns cortes durante o ano. A sua propagação não deve ser feita por semente, pois estas podem dar origem a indivíduos distintos dos pés-mãe.

Gosta de solos ricos em nutrientes, húmidos, mas bem drenados, ao sol ou sombra parcial. Em condições ideais, pode tornar-se invasiva, pelo que o seu crescimento deve ser frequentemente controlado. O compasso de plantação utilizado pode ser de 30x30 cm.

Alguns insectos podem provocar grandes estragos, tais como a mosca branca e determinados escaravelhos, que surgem especificamente nas mentas. Uma solução de sabão de potássio pode ajudar a combater algumas destas pragas. Também é susceptível a algumas doenças, como o oídio, as podridões radiculares e a ferrugem. Evitar os solos encharcados e podar as plantas com frequência.

Possui inúmeras propriedades, entre as quais são de destacar o facto de prevenir e combater a flatulência, diarreia, vómitos, indigestões, cólicas, e a fadiga em geral. Entra na composição de diversos preparados farmacêuticos de medicina convencional e alternativa.

Muito utilizada a condimentar pratos de carne, manteigas, batatas, saladas e alguns doces, como sobremesas geladas, mousse de chocolate e ponche de frutas. É também utilizada como aromatizante em diversas indústrias, como a dos chocolates, pastilhas elásticas, dentífricos, detergentes, etc. E porque não mexer o café com um ramo fresco de hortelã-pimenta?!!! Experimentem, é delicioso!!!

A infusão forte de hortelã-pimenta é óptima como repelente de pulgas em animais e nas suas instalações. Repele também ratos. Atrai muitas borboletas e outros insectos úteis ao jardim.

A sua infusão, quando fresca, é das poucas bebidas que me refrescam nos dias quentes de Verão. A sua ligação com qualquer tipo de chocolate é perfeita.

Muito cultivada no Norte de África, pelo que faz parte das tradições locais de alguns países servir uma infusão aos visitantes.

Guardo em memória uma frase de um Padre amigo, que há alguns anos atrás, referindo-se às propriedades desta planta, dizia: - O meu povo faz com esta planta um licor a que chamam de “levanta o pau”. E funciona!!!

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Equinácea, imunoestimulante

A Echinacea purpurea é uma de diversas espécies de equináceas existentes, espontâneas nos Estados Unidos. Esta planta é usada desde longa data pelos nativos americanos como medicinal, sendo hoje uma das mais importantes plantas medicinais no ocidente, reconhecidas que são as suas importantes propriedades, activando o sistema imunológico, impedindo as infecções. Existem diversos medicamentos no mercado à base desta planta, utilizados na profilaxia e tratamento da gripe, rino-sinusites e bronquites, principalmente em doentes com imunidade diminuída.

Apesar de ser vivaz, produz vários rizomas, podendo ficar no solo vários anos. Tolera temperaturas negativas. Como planta ornamental é excelente no jardim pelo seu alto porte, podendo atingir 80-120 cm de altura e 30-45 cm de largura, além de produzir inúmeras flores púrpuras por pé, apresentar floração prolongada, sendo extremamente atraente para as grandes borboletas e outros insectos. A flor tem um leve cheiro a mel. Após a floração, deve cortar-se a parte aérea, para que as plantas fiquem bem estabelecidas de forma a suportarem o Inverno. Em bordadura, forma canteiros absolutamente espectaculares!!!

Gosta de estar em solos ricos em matéria orgânica, bem drenados, ao sol. O excesso de água pode provocar o apodrecimento dos rizomas. Pode também ser cultivada em vasos grandes, no entanto a terra destes deve ser mudada pelo menos de 2 em 2 anos. Depois de vários anos de cultivo na nossa propriedade, onde é produzida em agricultura biológica, não revelou nenhuma doença ou praga séria. Apenas os caracóis podem provocar alguns estragos.

Produz inúmeras sementes com enorme viabilidade germinativa, pelo que a sua propagação é muito simples. Deve ser semeada na Primavera, de preferência num tabuleiro colocado num local protegido, onde a temperatura média ronde os 18º C. A germinação normalmente ocorre entre os 10 e os 20 dias. Quando as plantas tiverem tamanho suficiente, podem ser colocadas no solo, a intervalos de 30-45 cm. Os rizomas bem estabelecidos podem também ser divididos no Outono/Inverno.

O seu cultivo tem vindo a assumir cada vez maior importância, já que até há pouco tempo era colhida no estado espontâneo, encontrando-se as suas populações selvagens em rápido declínio. Após secagem, toda a sua parte aérea e raiz é comercializada para a indústria farmacêutica e outras. Curioso o facto de que a maior parte dos produtos à base de equinácea disponíveis no mercado utilizam a fotografia ou o desenho da flor na sua propaganda.

Infelizmente, não é ainda muito utilizada em jardins no nosso país por não estar disponível no mercado de ornamentais.

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Curso de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares em DVD

Curso interactivo de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares em DVD. Aborda 36 plantas, com filmes sobre cada uma delas e uma ficha técnica com diversas informações. Vários filmes que mostram: Multiplicação por semente (preparação de substratos, recolha de sementes, sementeiras); Multiplicação por estaca (preparação de substratos, recolha de estacas, enraizamento); Plantação (preparação de floreira, vasos; plantação de um talude); Manutenção (podas); Secagem (conselhos como cortar e secar) Pontos Fortes: DVD 1º trabalho do género no país - original; Interactivo – computador – televisão; Fácil de utilizar; Generoso (36 plantas, muita informação); Resulta de vários anos de cursos sobre o tema e da experiência acumulada enquanto produtor; Orientado especialmente para promover o autocultivo. Disponível aqui:

Limonete, a favorita

Possuindo diversas sinonímias, tais como lúcia-lima, bela-luísa, cidrila, doce-lima, erva-luísa, pessegueiro-inglês, é uma planta que não deixa ninguém indiferente. Designada botanicamente como Aloysia triphylla, surge espontânea na Argentina, Chile e Perú. Introduzida na Europa no séc. XVIII, o seu nome foi atribuído em honra a Maria Louisa, princesa de Parma.

Pouco tolerante ao frio, não deixa de ser uma excelente alternativa no jardim, pelo fino recortado das suas folhas e pelo forte e doce aroma a limão que liberta. É, sem dúvida, a minha planta aromática favorita.

Podendo atingir uma altura de 200-300 cm e uma largura equivalente, quando não podada, forma por vezes arbustos magníficos que aparentam ter uma idade superior à que na realidade tem, por apresentar caules muito lenhificados e contorcidos. É um arbusto de folha caduca, podendo atingir mais de 20 anos. Floresce normalmente entre Junho e Setembro, apresentando minúsculas flores brancas em panículas. Gosta de estar em solos leves, bem drenados, ao sol.

Não produz sementes viáveis no nosso país, pelo que a sua propagação só é possível por estacaria e esta nem sempre é fácil, sobretudo quando a efectuamos com material do ano anterior. A taxa de sucesso aumenta quando se utiliza material herbáceo, em plena Primavera/Verão. Nos últimos anos tem vindo a instalar-se nos viveiros uma praga designada mosca do terriço, que deposita os seus ovos nos substratos, de onde emergem as larvas que atacam sobretudo material lenhoso ou semi-lenhoso, provocando enormes estragos. É muito difícil de combater, mesmo com os pesticidas convencionais. Este ano ensaiámos um ácaro parasitóide específico para o combate desta praga, juntamente com armadilhas cromotrópicas amarelas e barreiras físicas e os resultados foram muito animadores, tendo a taxa de sucesso da propagação aumentado consideravelmente.

A nossa exploração tem instalado o maior cultivo em modo de produção biológico do país desta planta, superando as 12.000 plantas, permitindo obter anualmente uma produção de algumas toneladas de material seco que visa sobretudo a exportação. A parte mais bem paga é a folha, que obriga no entanto a muita mão-de-obra.

Deve ser podada algumas vezes no ano para que mantenha sempre novos crescimentos e um aspecto equilibrado e saudável. A poda é fundamental para formar a planta podendo esta proporcionar ao longo do tempo maior quantidade de material/m2. É normal efectuarem-se 4 cortes/ano.

Sensível ao oídio e a podridões radiculares. Evitar regas molhando as folhas e o excesso de água no solo. A mosca branca e os afídeos podem provocar estragos sérios. Não vou esquecer mais o ataque de afídeos que tivemos esta Primavera, eram aos milhões espalhados por toda a plantação. Desanimado e a preparar uma solução de sabão de potássio para os combater, eis que chega o exército mais bonito que vi na vida: milhões de reluzentes e esfomeadas Joaninhas que em muito pouco tempo LIMPARAM por completo os afídeos, sem que restasse um. Para mim, um verdadeiro milagre que só a mãe natureza pode mesmo proporcionar. Avistámos larvas de Joaninhas, decidimos então atrasar o corte alguns dias para que estas se pudessem formar por completo. Assim que partiram, colhemos. Garantimos desta forma uma geração seguinte desta amiga, que para o ano estará seguramente do nosso lado outra vez.

Quanto às propriedades medicinais, a sua infusão extremamente agradável auxilia a digestão, além de ter propriedades calmantes e sedativas. Usada em aromaterapia para combater problemas digestivos e nervosos. O seu óleo essencial é insecticida e bactericida

As folhas secas são utilizadas em pout-pourris, frescas em saladas e sobremesas de fruta. Excelente a aromatizar geleias, azeites e vinagres. Os seus rebentos verdes são óptimas alternativas para embelezar e perfumar ramos de flores. Não se deve tomar a infusão de forma repetida pois possui um alcalóide que, em excesso, poderá causar perturbações gástricas.

Representa uma excelente opção para o jardim, podendo ser cultivada em vasos mas preferencialmente no solo e perto de um local de passagem, de forma a presentear-nos com o seu fantástico aroma, como se nos quisesse recordar que está ali, a nossa favorita.

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